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ESPORTES
Segunda-feira, 16 de Novembro de 2015, 19h:41

Dunga descarta o risco de demissão em caso de derrota

Com quatro pontos em três jogos, o Brasil tem o pior início de sua história em Eliminatórias. O técnico Dunga não vê a situação com preocupação, no entanto. Ele ressalta que, no passado, o time canarinho também enfrentou dificuldades e, no fim das contas, assegurou a vaga na Copa do Mundo, como sempre. "Ameaçado não sei por quê. É o futebol, é normal a cobrança que se tem em todas as profissões. É resultado. 'Ameaçado' é uma palavra um pouco forte", disse, em entrevista coletiva. A seleção finalizou os seus preparativos ontem, em treino novamente fechado no estádio de Pituaçu. Somente os 15 minutos finais serão liberados para a imprensa. Antes da atividade, o clima era de descontração no hotel em que a seleção está hospedada em Salvador. O lateral Daniel Alves recebeu familiares e conversou com eles antes do almoço. O único contratempo foi a saída de Neymar para checar dores nos dentes que o incomodam. Ele já havia sido obrigado a se ausentar também no domingo. "Estamos no início. O campeonato vai ser longo, complicado como sempre foi. A gente vê muito o momento. Mas se analisar nas eliminatórias do passado, também houve problema no começo para as duas seleções. E vai varia do que produzirem. Lembro que em 1994 foi muito parecido", afirmou. A seleção enfrenta o Peru nesta terça-feira, às 21h, na Arena Fonte Nova, em Salvador, e depois volta a campo somente em março pelas Eliminatórias. Apesar de tratar a situação como normal, Dunga sabe que precisa de mudanças no time. E até admitiu que poderá fazer isso para o jogo contra o Peru. "Essas mudanças são naturais. Cada jogo é uma história. Um jogo tem uma característica que um jogador encaixa melhor, no outro pode mudar. Pode ocorrer isso agora. Foi assim contra a Venezuela, depois contra a Argentina. Vamos ver".

Edição EDIÇÃO 16968




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