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Quarta-feira, 03 de Junho de 2009, 21h:35

ELIMINATÓRIAS

Dunga aposta no contra-ataque contra o Uruguai

O técnico brasileiro diz que a arma para vencer a forte marcação uruguaia será jogar com muita velocidade pelas laterais

LUIZ ANTÔNIO PRÓSPERI
Da Agência Estado – Teresópolis, RJ
Dunga não tem muitas alternativas para medir forças contra o Uruguai, sábado, em Montevidéu, pelas Eliminatórias da Copa de 2010. A maioria de seus jogadores sente o desgaste físico de final de temporada europeia. Por isso, o treinador do Brasil vai apostar nos contra-ataques, tendo o meia-atacante Kaká como ponto de partida, para surpreender os uruguaios. No primeiro treino coletivo que Dunga comandou na Granja Comary, ontem, em Teresópolis (RJ), a seleção foi bem conservadora. Gilberto Silva, Felipe Melo e Elano deram prioridade à marcação. Quando roubavam a bola, eles já procuravam Kaká para abrir o contra-ataque. Kaká, então, acionava Robinho, quase um ponta-esquerda, que completava o ataque servindo Luís Fabiano. Vez ou outra, Kaká virava o jogo para as descidas de Daniel Alves. Na outra lateral, Kléber não avançou além da linha divisória. Ficou lá atrás marcando. Foram 45 minutos de treino coletivo e nenhum gol. Dunga, à beira do campo, sempre ao lado do seu auxiliar Jorginho, pouco interferiu no treinamento. Apenas observou seu time titular atuar sem imaginação e força. Tão sem força que coube a Kaká pedir ao preparador físico Paulo Paixão para encerrar a atividade. "Professor, tá na hora", disse Kaká a Paulo Paixão, que atendeu ao pedido, sem cerimônia. Do lado dos reservas, time formado com a maioria dos jogadores que atuam em clubes do Brasil, houve muita confusão com Ramires, Alexandre Pato, Nilmar, Julio Baptista e André Santos. Nada de muito animador. A preocupação geral era evitar o desgaste dos titulares, preservando os atletas de um trabalho mais forçado. "Não temos outra alternativa. A Copa do Mundo e a Copa das Confederações sempre são disputadas entre junho e julho, quando acaba a temporada europeia. Os jogadores chegam exaustos na seleção. Aqui eles têm de descansar, fazer uma boa alimentação e treinar leve. Essas três valências norteiam o nosso trabalho", disse Jose Luís Runco, o médico da seleção brasileira. Runco também confirmou que o lateral-direito Maicon, um dos titulares de Dunga, tem poucas chances de enfrentar o Uruguai. Mesmo tendo voltado a jogar pela Inter de Milão no último domingo, ele ainda se recupera de uma lesão muscular na coxa direita que sofreu há dois meses. Assim, Daniel Alves, do Barcelona, já ganhou a posição no time. São ingredientes mais do que suficientes para Dunga armar a seleção na retranca e jogar nos contra-ataques. Ainda mais diante de um adversário que há 33 anos não perde para o Brasil jogando em casa. "O jogo com o Uruguai não será muito diferente dos outros. Nas Eliminatórias poucos jogos são fáceis. É a rivalidade. Contra o Brasil, o país do adversário se envolve com a sua seleção. Há uma grande mobilização. É isto que espera a gente em Montevidéu", avisou Dunga.

Edição EDIÇÃO 16959




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