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ESPORTES
Quarta-feira, 30 de Abril de 2008, 20h:45

DECISÃO MATO-GROSSENSE

Duelo entre treinadores pode fazer a diferença

A decisão marca um duelo entre os treinadores Marcos Birigüi, que quer seu terceiro título, e Arildo Berdum, em busca da primeira conquista

ADMAR PORTUGAL E GILBERT REGIS
Da Reportagem
Hoje à tarde, na beira do gramado do Verdão, estarão lado a lado dois dos principais treinadores do Estadual. Acostumado a decidir títulos, Marcos Birigüi se confronta com Arildo Berdun, um debutante em decisões na função de treinador, em um jogo que dará o pontapé inicial para saber quem irá levantar a taça de campeão mato-grossense. O técnico unionino está utilizando suas famosas técnicas de motivação para que seus jogadores superem o trauma de 35 anos sem um título e a tradição da camisa mixtense, que costuma fazer a diferença em momentos de chegada. Do outro lado estará Arildo Berdum, que soube colocar emoção na equipe. Arildo Berdum, 52 anos, está a dois jogos de realizar seu grande sonho: ser campeão estadual como treinador. Formado em Educação Física, Arildo lembra que já dirigiu o Mixto por várias vezes e defendeu o clube por 12 anos como jogador. “Técnico efetivo é a primeira vez. Assumi em junho do ano passado e disputamos a Copa Mato Grosso, mantive o mesmo time e hoje estamos ai na final”, diz. Ele lembra que do atual time que disputou a Copa Mato Grosso do ano passado somente quatro jogadores – o goleiro Douglas, o zagueiro Márcio Abraão, o lateral-esquerdo Giovani e o atacante Dinei – vieram de fora. “O clube não tinha dinheiro para contratar e tive que trabalhar o psicológico do grupo focando que cada um tinha que dar tudo e um pouco mais em nome do clube e isso fez a diferença”, falou. No lado do União, a diretoria e a torcida depositam confiança no carisma do técnico Marcos Birigüi. “Ele é um treinador diferenciado, usa um discurso motivacional, trabalha com o lado subjetivo do atleta para conseguir os resultados”, comentou Francisco Olavo, o Chico da Paulicéia, presidente do clube. Mas Arildo Berdum e Marcos Birigüi têm maneiras idênticas de trabalhar, até mesmo na maneira de se vestir: gostam de ostentar os agasalhos de seus clubes. O comportamento se estende inclusive nos 90 minutos de partida: quase não conseguem ficar sentados no banco de reservas, gesticulam, porém não têm a mania de gritar muito com seus jogadores. “Quando o treinador está comandando um grupo há um certo tempo, um simples gesto muda a maneira de um atleta jogar. O técnico treina um time todos os dias, sendo assim os jogadores entendem a forma de se expressar”, destacou Marcos Birigüi. Forma de trabalho igual e currículos diferentes. A grande diferença entre Arildo e Birigüi é a carreira de cada um dentro das quatro linhas. Como treinador, o comandante unionino leva ampla vantagem.

Edição EDIÇÃO 16968




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