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Cuiabá MT, Quarta-feira, 24 de Junho de 2026

ESPORTES
Sábado, 10 de Junho de 2006, 16h:37

TÊNIS

Desentendimento marca final masculina em Roland Garros

O suíço ganhou adeptos na cruzada A belga Justine Henin-Hardenne conquistou ontem pela terceira vez o título de Roland Garros ao bater a russa Svetlana Kuznetsova por duplo 6/4. Campeã do Aberto da França em 2003 e 2005, a belga se junta a Margaret Court, Chris Evert, Steffi Graf e Monica Seles como as únicas tenistas a defenderem com sucesso o título do Grand Slam francês na era profissional (desde 1968). "Três títulos, isto é grande. Estou me juntando a grandes campeãs'', afirmou Henin-Hardenne, que também se tornou a primeira tenista desde Arantxa Sanchez-Vicario, em 1994, a levar a taça sem perder um set. "Sofri muito, não dormi bem nas últimas noites'', disse Henin-Hardenne, campeã dos Abertos dos EUA-2003 e da Austrália-2004 e que completou 24 anos durante o torneio. Com o resultado de ontem, a belga aumentou seu retrospecto contra Kuznetsova, campeã do Aberto dos EUA, em 2003, para 10 vitórias em 11 confrontos. "Estou desapontada. Não fui capaz de aproveitar minhas chances, mas a Justine fez um grande jogo'', afirmou a russa. Além de se igualar a grandes nomes do passado, Henin-Hardenne recebeu 940 mil (cerca de US$ 1,13 milhão) pelo título de ontem. O valor é o maior já pago a uma tenista na história - neste ano, a Federação Francesa decidiu pagar à vencedora da chave feminina o mesmo valor destinado ao campeão masculino. Desentendimento - Um recente desentendimento poderá transformar hoje a maior rivalidade do tênis atual em uma briga entre inimigos. Às 9h, quando Roger Federer e Rafael Nadal iniciarem a decisão do Aberto da França, em Roland Garros, uma rusga iniciada há um mês terá novo capítulo. Dentro e fora da quadra. Tudo começou na final do Masters Series de Roma. Nadal venceu Federer após mais de cinco horas de jogo. Irritado com o comportamento do técnico do rival, Federer tirou satisfações com o treinador durante a partida. E depois. A razão para o destempero do suíço com Nadal? Talvez o retrospecto contra o espanhol: só uma vitória em seis duelos. Um acinte para quem desfila 124 vitórias em 127 jogos contra todos os outros tenistas nas últimas duas temporadas. Nadal tomou as dores. Porque seu técnico desde os quatro anos é também seu tio, Toni Nadal. E porque não viu coerência nas declarações do rival. anti-Nadal. Ontem, Ivan Ljubicic fez críticas a Rafael e seu tio. E David Nalbandian, rival de Federer na semifinal, declarou ao suíço que torcerá pelo seu triunfo.

Edição EDIÇÃO 16969




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