Depois do inesperado corte do ala Nani, a casa portuguesa vive dias de relativa bagunça, e seus dirigentes estão tentando colocar tudo em ordem. Após a exclusão do ala sob alegação de contusão no ombro, diversos rumores começaram a circular pela mídia portuguesa. O mais forte deles dizia que não haveria contusão nenhuma, e a substituição de Nani teria sido arquitetada para encobrir um suposto resultado positivo em exame antidoping. A hipótese foi veementemente negada ontem pelo vice-presidente da Federação Portuguesa, Amândio de Carvalho, que afirmou que jogadores portugueses foram submetidos a testes pela entidade de controle de doping de Portugal. "Fizeram análises e estava tudo ok. Aqui a FIFA também já fez a sua incursão. Esse boato ainda não me tinha chegado aos ouvidos", disse. Outro boato foi a de que desentendimentos entre o jogador e o técnico Carlos Queiroz tivessem causado a dispensa, camuflada de substituição. A hipótese também foi negada por Carvalho, que viu tentativa de prejudicar o time. "O que se passou, passou. Foi uma situação normal. É uma tentativa de desestabilizar o grupo, que até agora não está a funcionar", disse ele. "O Nani lesionou-se no treino, caiu mal e lesionou-se. Não há intenção de esconder nada. Havia a esperança de ele recuperar, mas não foi possível", lamentou, reclamando que "às vezes, um boato tantas vezes repetido torna-se verdade". O convocado no lugar de Nani, o volante do Benfica Ruben Amorim, disputa com Simão (longe de sua melhor forma) e Danny (que vem entrando bem)o que parece ser a única vaga aberta na equipe para a estreia contra a Costa do Marfim, na terça-feira. "Não escondo minha preferência. Sei que jogo melhor no coração do meio-de-campo. Mas mostrei que posso substituir um ala. O técnico sabe que não tenho as mesmas características do Nani. A escolha é dele", disse o jogador de 25 anos, que nunca jogou pela seleção e confessa estar vivendo um ano "dos sonhos".