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Segunda-feira, 30 de Março de 2009, 20h:45

Brasileiros se cansam após 12 horas de viagem

Torcedores e funcionários do aeroporto de Quito olhavam para os brasileiros, no momento do embarque, na noite de domingo, e diziam: "Escaparam de uma goleada". O mesmo destacou a mídia equatoriana nesta segunda-feira. Mas os jogadores da seleção brasileira não deram bola para os comentários e fizeram festa no voo de retorno ao Brasil. Um voo, aliás, pra lá de desgastante, que levou cerca de 12 horas, o suficiente para sair de São Paulo e chegar a Paris, por exemplo. Não faltou pagode, sobraram brincadeiras. O bom humor tomou conta do voo 5091 da TAM, no qual a bebida alcoólica foi vetada pela CBF. Até Ronaldinho, visivelmente abatido com mais uma fraca atuação, teve seus momentos de descontração. Os mais animados, claro, eram os dois Júlios. O goleiro Júlio César pela atuação de gala, que evitou a derrota em Quito, e o meia Júlio Baptista pelo gol. O goleiro brincou com os comissários de bordo, com os jornalistas e pouco dormiu. "Uma pena aquele gol que levamos no fim, eu havia feito uma boa defesa no primeiro lance, mas não deu no rebote", comentou, em bate-papo com os repórteres. Depois, o camisa 1 provocou Elano: "Você nunca fez gol em mim". O ex-santista rebateu: "Claro que fiz, e foi pelo Shakhtar (Donetsk, da Ucrânia), em Milão, num jogo que terminou empatado por 1 a 1", lembrou. "Isso sem contar nos que eu fiz pelo Santos contra o Flamengo na Vila, no Maracanã..." Viagem interminável - O ambiente alto astral só perdeu intensidade à medida que a viagem ia se tornando cada vez mais desgastante. No fim, foram quase 12 horas dentro do avião. Os motivos: atraso na saída de Quito, por problemas burocráticos, uma escala já programada em Guayaquil e problemas na chegada a Porto Alegre. O Aeroporto Salgado Filho estava fechado por causa das condições climáticas e, por isso, o comandante foi obrigado a seguir até Florianópolis e esperar pela abertura do local para ir à capital gaúcha. A viagem parecia interminável. Tudo poderia ter sido mais simples e menos cansativo, se a CBF tivesse marcado o confronto com o Peru num local mais próximo do Equador, como as regiões norte e nordeste. Mas, por questões políticas, resolveu levá-lo para o sul do País, mais especificamente para o Beira-Rio. O motivo: no sábado, o Internacional completa 100 anos de história.

Edição EDIÇÃO 16968




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