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Terça-feira, 08 de Fevereiro de 2011, 20h:18

SUL-AMERICANO

Brasil: novo tropeço pode ser fatal

A derrota para a Argentina no último domingo levou muito mais prejuízos para o Brasil do que a perda de três pontos no hexagonal final do Sul-Americano Sub-20. A queda para a vice-liderança, as suspensões de Neymar e Juan, a contusão grave de Bruno Uvini e a aproximação de rivais na tabela formaram uma sequência de "pancadas" que podem ter reflexo no jogo contra o Equador, hoje, às 23h10 (de Mato Grosso), em Arequipa. No discurso, pelo menos, os jogadores da Seleção comandada por Ney Franco disseram que absorveram os golpes sentidos nas últimas horas e estão prontos para buscar a reação. "Essa derrota para a Argentina não vai nos atrapalhar. Vamos absorver bem", disse o zagueiro Saimon, confirmado como substituto de Uvini, que voltará ao Brasil para cirurgia na fíbula. A sensação transmitida pelos atletas após a derrota por 2 a 1 para os argentinos é de que o resultado foi atípico. Com um jogador a menos desde a expulsão de Juan aos 6min do primeiro tempo, os brasileiros alegam que foram melhores que os rivais e mereciam ter mantido a invencibilidade no torneio. Mas, na prática, o revés deixou a situação menos confortável na tabela e um novo tropeço pode ser fatal. Na vice-liderança com seis pontos, mesmo número da Argentina e um a menos do que o Uruguai, o Brasil não tem mais chances de garantir uma das duas vagas olímpicas na próxima rodada e o jogo contra os uruguaios, na última rodada, se encaminha para ser dramático, de vida ou morte. "As contas são precisas e mostram que todos têm capacidade de chegar. Precisamos trabalhar nisso também. Muitos têm chances de título e a gente tem que jogar e saber que os outros podem nos alcançar (o Equador, com cinco, também é ameaça). Precisamos fazer o nosso papel primeiro, para não dependermos de ninguém", disse Saimon. Na matemática mais simples, duas vitórias garantem título - desde que a Argentina não alcance o saldo de gols - e vaga olímpica ao Brasil. Um empate e uma vitória deixam a Seleção em Londres 2012 a não ser que um desastre ocorra. Já uma derrota em qualquer partida deixa os brasileiros na dependência de outros resultados. "Depende só da gente. Mais duas vitórias voltamos para casa felizes e campeões", disse o meio-campista Lucas, que ganhará pressão extra para os jogos equatorianos. Sem a presença de Neymar, suspenso, o jogador é visto pelos próprios companheiros como o mais capaz de decidir uma partida difícil. VISÃO OTIMISTA No mais positivo dos quadros possíveis para a última rodada, o Brasil poderia até perder para o Uruguai desde que a Argentina não goleie o Chile por no mínimo quatro gols. Para este quadro ser desenhado, os uruguaios precisariam vencer os argentinos na quarta, e os brasileiros passarem pelos equatorianos.

Edição EDIÇÃO 16960




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