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ESPORTES
Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008, 21h:23

MAIS UM SHOW

Bolt dá mais um show e leva terceiro ouro para a Jamaica

EDUARDO MALUF E WILSON BALDINI JR.
Da Agência Estado – Pequim, China
Usain Bolt só não ganhou oito medalhas de ouro como Michael Phelps porque participou de apenas três provas Esse é o comentário geral em Pequim ontem, dia em que o jamaicano se despediu da Olimpíada com mais um show e a terceira vitória em três provas, com direito ao terceiro recorde mundial. Bolt teve participação fundamental na equipe de seu país no revezamento 4x100 metros. A Jamaica ganhou fácil a disputa e ainda quebrou o recorde mundial com o tempo de 37s10. A melhor marca pertencia aos Estados Unidos: 37s40, batida nos Jogos de Barcelona/1992 e repetida em agosto de 1993, em Stuttgart. O recordista e campeão dos 100 e dos 200 metros rasos foi o terceiro corredor a entrar em ação, depois de Nesta Carter e Michael Frater. Ao pegar o bastão, os caribenhos estavam longe da primeira colocação. Mas Bolt é Bolt. O velocista arrancou como um furacão, chegou à liderança, abriu vantagem sobre os concorrentes e passou a vez para o também astro Asafa Powell. A vitória foi humilhante, com quase um segundo à frente dos representantes de Trinidad & Tobago, que cruzaram a linha em 38s06. O Japão ficou com a medalha de bronze, com 38s15. "Os velocistas jamaicanos estão dominando o mundo", declarou Bolt, com ar de superioridade, após sua terceira exibição de gala no Ninho do Pássaro. "Nós sempre tivemos bons velocistas, mas agora podemos dizer que estamos dominando e vamos dominar o atletismo para sempre." O jovem de 22 anos, nascido em Trelawny, deixará a China na segunda-feira como o grande nome dos Jogos - ao lado de Phelps - e com o rótulo de novo fenômeno do atletismo mundial. Conquistou três ouros e três recordes mundiais que assombraram os chineses pela forma como foram obtidos, sem dar nenhuma chance aos adversários. Bolt brilhou tanto a ponto de ter posto a Jamaica lado a lado com algumas potências no quadro geral de medalhas. O país fechou a sexta-feira em Pequim na 11.ª colocação, à frente de França, Espanha, Canadá e Cuba, e bem perto de Japão, Itália e Holanda. O Brasil, por exemplo, nunca conseguiu terminar uma edição olímpica no 11.º lugar. Os jamaicanos somaram, até agora, seis medalhas de ouro, três de prata e uma de bronze, todas elas no atletismo.

Edição EDIÇÃO 16965




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