Boca Juniors elege Kaká como alvo em jogo decisivo
O Boca Juniors definiu como prioridade parar o meia-atacante brasileiro Kaká quando a equipe argentina enfrentar o Milan na final do Mundial de Clubes da Fifa, amanhã, no Japão. "Obviamente nós sabemos o jogador fantástico que é Kaká", disse a repórteres o técnico do Boca, Miguel Angel Russo, ontem. "Nós temos que pará-lo. Um erro defensivo pode ser fatal." O jogador brasileiro foi o maior responsável por classificar o Milan para a final contra o Boca, ao iniciar a jogada que resultou no gol de Clarence Seedorf na vitória de 1 x 0 sobre o Urawa Reds, na semifinal de quinta-feira, em Yokohama. O gol foi o único do jogo, mas Seedorf poderia ter feito outros três se tivesse aproveitado todas as oportunidades claras criadas por lances geniais de Kaká para o companheiro de equipe. O brasileiro adotou um discurso modesto para desfazer os elogios recebidos após a vitória do Milan na semifinal, minimizando o apelido de "fantasista" que é utilizado na Itália para descrever os melhores jogadores de criação. "As pessoas me chamam de fantasista, mas minha melhor qualidade é na hora de tomar decisão", disse Kaká, que esta semana somou o prêmio de melhor de 2007 da revista britânica World Soccer à Bola de Ouro recebida anteriormente. "Eu parto para o gol. Sempre fui um jogador assim", acrescentou. "Eu vi Inzaghi e Seedorf esperando pelo cruzamento, e Seedorf estava melhor posicionado para marcar." O Boca, que derrotou o Etoile Sahel, da Tunísia, na quarta-feira, prometeu jogar no ataque contra o campeão europeu Milan na final em Yokohama, no Estádio Nissan. "Vamos tentar abri-los", disse Russo. "Não é apenas sobre Kaká. O Milan terá de parar Palermo e Palacio." Kaká fez parte da equipe do Milan derrotada nos pênaltis, em 2003, pelo Boca na Taça Intercontinental - que foi substituída pelo Mundial de Clubes da Fifa.