Jorge Wagner é um dos jogadores mais importantes do São Paulo há algum tempo. Mas seu papel no time ficou ainda mais evidente neste ano. Afinal, além de ser um dos cobradores de falta, é o batedor oficial de escanteios e o melhor assistente são-paulino. De seus pés, saíram dez gols do São Paulo no Campeonato Paulista e na Libertadores deste ano. Por isso, o técnico Muricy Ramalho não esconde a preocupação por não contar com Jorge Wagner, suspenso pelo TJD, no jogo decisivo de domingo, contra o Juventus, no Morumbi. O problema é que, sem Jorge Wagner, o São Paulo precisa da vitória sobre o Juventus para conseguir vaga nas semifinais do Paulistão. Com 35 pontos, o time são-paulino está em terceiro lugar no campeonato e depende apenas de suas forças para se classificar. E, com um elenco reduzido, Muricy só tem o meia Carlos Alberto e o atacante Dagoberto como alternativas para a vaga de Jorge Wagner. O primeiro poderia compor o meio-de-campo e, em tese, não modificaria tanto as características do time. E o segundo deixaria o São Paulo com uma formação bem mais ofensiva, já que os atacantes Borges e Adriano, ambos em boa fase, seguem como titulares absolutos.