A série de mudanças no regulamento da Fórmula 1 para os próximos anos, divulgada ontem pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA), causou preocupação e revolta nas equipes da categoria. Em nota oficial, a associação das escuderias (Fota) desaprovou as modificações, que afetam as esferas técnica, financeira e esportiva. "No que diz respeito às decisões tomadas hoje (terça) pelo Conselho Mundial da FIA, a Fota gostaria de expressar seu desapontamento e preocupação com o fato de todas as mudanças terem sido aprovadas de forma unilateral", disse o documento assinado pelo presidente do grupo, Luca di Montezemolo, que também comanda a Ferrari. A principal mudança esportiva anunciada ontem foi no critério para decidir o campeão da temporada. A partir deste ano, o piloto com o maior número de vitórias levará o título, independentemente do número de pontos. A pontuação servirá apenas como critério de desempate. Entre as alterações previstas para o próximo ano está um limite orçamentário de R$ 95 milhões, que será sugerido às equipes. As que aceitarem terão privilégios como a liberação de testes e uso de túnel de vento. As demais continuarão sob restrições como o congelamento na evolução dos motores e a limitação de giros.