Andrés Sanchez entregou ontem a sua carta de demissão do cargo de diretor de seleções ao presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, confirmando o que já se especulava nos dois últimos dias. Andrés Sanchez foi pego de surpresa na última sexta-feira, quando o técnico Mano Menezes, um dos seus nomes de confiança na entidade máxima do futebol brasileiro, foi demitido da Seleção Brasileira. O diretor afirmou que não concordou com a decisão de Marin e deixou o seu futuro na CBF em aberto. Na coletiva de imprensa sobre a demissão de Mano, Andrés Sanchez, visivelmente irritado e incomodado, revelou que foi "voto vencido" nesta decisão, mas que respeitou a ordem hierárquica da CBF. De acordo com o agora ex-diretor, Mano Menezes estava "no meio do trabalho" e não deveria sair. Contrariando Sanchez, o presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF) e vice da CBF, Marco Polo Del Nero, afirmou que "não houve votação para definir a saída de mano". Segundo Del Nero, a decisão foi tomada única e exclusivamente por Marin, que estava insatisfeito com o rumo que a equipe canarinha estava tomando para a disputa da Copa das Confederações de 2013 e a própria Copa do Mundo de 2014. De acordo com as informações dos bastidores, Andrés Sanchez, amigo pessoal de Lula, agora deverá seguir para a Secretaria de Esportes da cidade de São Paulo, na gestão do prefeito Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT), a partir de 2013. Em pronunciamento nesta quarta-feira, na Arena Corinthians, José Maria Marin revelou que a direção de seleções está extinta da CBF.