Editoriais
Quinta-feira, 19 de Abril de 2012, 20h:38
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O PSDB
Se não deu para resgatar a antiga força, o encontro do PSDB ontem, na Capital, ao menos serviu para que o partido mostrasse que não deve ser descartado do xadrez político cuiabano e, principalmente, mato-grossense. Apesar da constatação de que é pouco provável uma derrota da presidente Dilma Rousseff (PT) em 2014, a esperança de ter em Aécio Neves um nome com reais chances de vir a ser presidente da República ele é jovem o bastante para esperar sua vez é um sopro de otimismo num partido que, em Mato Grosso, já foi dado como morto, sobretudo após a melancólica derrota do ex-prefeito de Cuiabá, Wilson Santos, na eleição de 2010. O PSDB precisa ser grande tanto no Brasil quanto no Estado, para o bem da democracia. E esta é uma constatação que deve ser levada em conta principalmente neste momento em que o DEM parece caminhar para uma certa irrelevância em nível nacional. Um país sem oposição forte corre risco de se ver refém dos caprichos do partido hegemônico, no caso presente o PT. Daí que é bem-vinda toda e qualquer manifestação do PSDB em torno de um projeto político, já que o partido em Mato Gross é um dos poucos que ainda têm quadros que pensam a política, diferente de muitas siglas que só funcionam vitaminadas por nacos de poder que possam financiar a próxima eleição. O PSDB vai lançar o deputado estadual Guilherme Maluf candidato a prefeito de Cuiabá. Em princípio, trata-se de uma candidatura sem muito apelo, mas que pode contribuir, e muito, para o debate na campanha deste ano. Na capital ontem, o senador Aécio Neves (PSDB/MG) disse que Maluf é a cara do novo PSDB. Esse novo PSDB acredita em uma gestão eficiente como instrumento de redução das desigualdades sociais, afirmou o senador. Outra marca que o novo PSDB pretende deixar é de uma sigla democrática, que decide seu futuro ouvindo as bases. Para Aécio Neves, o PT de hoje toma decisões com base no que pensa sua maior liderança. Discursos à parte, o fato é que esta será a aposta de Maluf nesta eleição: a de um político forjado no setor empresarial, algo que vai ao encontro do que deseja esta chamada nova cara do PSDB. Independente do resultado da eleição, a candidatura de Maluf será importante por manter no jogo político um partido que soube discutir as principais questões brasileiras. Constatação que deve ser aceita concorde-se ou não com os posicionamentos ideológicos do tucanato, tão espezinhado por uma certa parte da esquerda brasileira. O PSDB precisa ser grande tanto no Brasil quanto no Estado, para o bem da democracia.