Editoriais
Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2013, 21h:10
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Melhoria na segurança
Novo cangaço é o nome dado ao estilo gangsteriano de assalto a bancos nas pequenas e médias cidades brasileiras e com frequência maior em Mato Grosso. Cerca de 10 a 15 homens portando armas privativas das Forças Armadas e das polícias invadem a agência, tomam bancários e clientes por reféns, efetuam disparos e fogem protegidos por escudos humanos. Há casos também em que os bandidos primeiro rendem o destacamento policial antes de iniciarem o ataque aos cofres. Esse tipo de ação dos bandidos é tão sincronizado, que impede qualquer reação policial, para não colocar em risco as vidas dos reféns. Mesmo assim, infelizmente durante uma troca de tiros dos assaltantes com policiais militares, um soldado da PM morreu ao ser atingido por um tiro de fuzil na cidade de Guiratinga. Diante do poderio de fogo dos bandidos, que contam ainda com o fator surpresa e que se protegem com os escudos humanos clientes e bancários a polícia nas pequenas e médias cidades fica impotente e nada pode fazer no momento da ação criminosa. Uma sugestão que deveria ser levada em conta pelos prefeitos que acabam de assumir (e também os reeleitos) nos pequenos e médios municípios mato-grossenses seria a criação de uma PPP com o Estado, bancos, associação comercial local, Ministério Público Estadual, Ibama, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal para a instalação de câmeras de vigilância nos acessos às cidades. Com tais câmeras é possível monitorar entrada e saída de veículos nas cidades. Esse equipamento, com a devida divulgação de seu funcionamento, inibiria o novo cangaço, porque o bandido prefere mais trocar tiros com a polícia do que ser identificado e preso. O custo desse equipamento não é caro para a realidade orçamentária dos municípios. O preço pode ainda ser reduzido se todas as prefeituras efetuarem a aquisição ao mesmo tempo, de um só fornecedor, porque o volume seria grande, muito embora a venda fosse individualizada. O funcionamento poderia ser feito por funcionários da prefeitura, capacitados para tanto, com supervisão da polícia. Qualquer suspeita levantada seria imediatamente informada ao sistema policial. A identificação dos veículos suspeitos seria feita de imediato e as polícias rodoviárias Federal e Estadual manteriam o sistema informado sobre roubos e furtos de veículos na região. Não se trata de sugestão absurda. Ao contrário, ela é lógica e de simples operacionalização. Seguramente, esse tipo de vigilância não teria resultados positivos em Cuiabá, Rondonópolis, Sorriso, Tangará e outros grandes municípios, mas funcionaria satisfatoriamente em pequenas localidades. Além de importante ferramenta contra o novo cangaço, a vigilância seria um mecanismo a mais na luta contra os crimes ambientais e o transporte irregular de passageiros. Se essa sugestão não for acatada, que os prefeitos encontrem algo eficiente em defesa dos municípios; chega de combater os efeitos; é tempo de erradicação da causa. O bandido prefere mais trocar tiros com a polícia do que ser identificado e preso