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Segunda-feira, 11 de Abril de 2011, 20h:20

Marco Zero

Rondonópolis nasceu da migração de brasileiros de todas as regiões, mas principalmente nordestinos, que nas primeiras décadas do século passado buscavam a riqueza dita fácil nos garimpos de diamantes mato-grossenses, e de criadores de gado. No começo da década de 1940, quando a vila então pertencente à Poxoréu começou a ganhar contornos de cidade, a base de seu comércio se concentrava na agora Avenida Marechal Rondon, ao lado do casario que abrigava o marechal Cândido Mariano da Silva Rondon em suas incursões por Mato Grosso e onde também funcionava uma estação telegráfica ali instalada por Rondon. O casario foi restaurado, virou centro cultural com atrações turísticas e fica à margem do rio Vermelho, cuja travessia à época era feita por balsa. Essa área é considerada o DNA de Rondonópolis, pois os usuários da estrada de chão que ligava Cuiabá ao Centro-Sul passavam por aquele ponto e os novos moradores ali desembarcavam em busca de oportunidade na vida. O local onde Rondonópolis encontrou o caminho ao desenvolvimento ganhará um monumento compatível com sua grandeza histórica. O deputado federal republicano Wellington Fagundes, rondonopolitano e filho de família oriunda da Bahia, lidera um movimento para ali construir a Praça Marco Zero. Por enquanto a proposta do parlamentar ainda não tem recursos consignados. Trata-se do começo de uma luta para reverenciar o importante e decisivo papel dos filhos adotivos de Rondonópolis, que a fizeram se desenvolver e se tornar o maior polo nacional do agronegócio e cidade de qualidade de vida invejável. De modo suprapartidário vereadores rondonopolitanos estão solidários ao deputado em sua proposta. Tomara que a prefeitura se incorpore a essa luta e que haja mobilização popular no sentido de se construir a Praça Marco Zero, mesmo que não se consiga recursos do governo federal e até mesmo do Estado de Mato Grosso. Autoridades e população rondonopolitana devem se unir em torno da proposta, pois o ritmo de vida de Rondonópolis é intenso, o que ao longo de sua trajetória institucional não permitiu que tal homenagem fosse prestada aos pioneiros e aos novos moradores. A cidade de Rondonópolis é e sempre foi cenário de miscigenação geográfica. É onde baianos, mineiros, goianos, maranhenses, paranaenses, mato-grossenses, gaúchos, paulistas, catarinenses e brasileiros dos demais rincões se irmanam, vivem harmonicamente, pois no espírito de sua população não há lugar para sentimento xenófobo, pois a mesma considera rondonopolitano todo aquele que ali vive, independentemente de onde tenha nascido ou há quanto tempo chegou. Rondonópolis é vibrante no hoje e incessantemente busca o amanhã, mas essa corrida não pode impedi-la de se encontrar com o ontem, quando tudo começou à margem direita do rio Vermelho que ali passa ficando. Boa sorte ao deputado Wellington Fagundes em sua proposta. A cidade de Rondonópolis é e sempre foi cenário de miscigenação geográfica

Edição EDIÇÃO 16960




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