Editoriais
Sábado, 25 de Julho de 2015, 13h:25
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Mãos que produzem
Direta e indiretamente a política de segurança alimentar é prioridade nos quatro cantos do mundo entre os governos dos países exportadores e importadores de commodities do agronegócio. No contexto da grande cadeia da agropecuária o principal elo é o indivíduo que cultiva o solo e, esse, é o produtor rural. A população de Mato Grosso sabe bem a importância do produtor rural no contexto do desenvolvimento econômico, na esfera social e para o equilíbrio entre o homem e a natureza na complexidade dos ecossistemas deste Estado de grande dimensão territorial. A explosão populacional mundial, o esvaziamento do campo com o consequente inchaço urbano e o homem cada vez mais distante da atividade rural reforçam a necessidade universal de política de segurança alimentar. Os problemas ambientais enfrentados por Mato Grosso em razão de agressões sofridas pela natureza tanto na zona rural quanto nas urbanas não deixam margem para dúvidas quanto à necessidade de se cultivar o solo de modo a causar o menor impacto ambiental possível às áreas antropizadas e seu entorno. Em Mato Grosso a poluição urbana não é de responsabilidade do produtor rural; não é ele quem produz o lixo nas cidades. Também não é ele quem lança poluentes na atmosfera nem esgoto sem tratamento nos rios. No campo o produtor rural mato-grossense desenvolve a agricultura mais avançada do mundo. Numa mesma área ele colhe duas grandes safras anuais cultivando lavouras com plantio direto. Conhecedor e necessitado da água, esse exemplo de verdadeiro trabalhador preserva mananciais e áreas ciliares e, do mesmo modo, exclui os morros e encostas do sulco de sua plantadeira. O avanço da agricultura aboliu de vez a prática do desmatamento ciliar, que era incentivada pelo governo. Exorcizou a chamada limpeza de pasto com o uso do fogo. Estabeleceu rígidos critérios agronômicos para a aplicação de agroquímicos de fertilização e combate a pragas. Esse mesmo avanço enxuga os quadros funcionais nas fazendas, pela substituição do homem pela máquina agrícola, o avião e um emaranhado tecnológico que a cada dia se avoluma mais e mais. Essa realidade cria a boa dualidade: da porteira da fazenda pra dentro a geração de empregos é pequena, mas dela pra fora se criam incontáveis postos de trabalho nos supermercados, padarias, transporte pesado, revendas de máquinas e caminhões, laboratórios de análises agronômicas, empresas de consultorias, frigoríficos, laticínios, curtumes e em outras incontáveis atividades nas cidades, rodovias, ferrovias e portos. Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos, fibras e carne bovina, ocupa posição de destaque na balança comercial brasileira e responde por considerável parte da política de segurança alimentar mundial. Esse conjunto de conquistas não é obra do acaso. É resultado do trabalho do produtor rural, que na terça-feira, 28 deste julho celebra seu Dia. A ele, por suas mãos que produzem, o reconhecimento do Diário. A população de Mato Grosso sabe bem a importância do produtor rural