Editoriais
Sábado, 23 de Agosto de 2014, 13h:19
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Dia do Soldado
Paz nem sempre é alcançável. Por mais que povos e nações a busquem, as guerras e os conflitos a descartam. Essa realidade não é fruto apenas do momento atual. Historicamente, a humanidade convive com cenários sombrios e sangrentos. Israelenses e o grupo islâmico Hamas estão em combate. Coreanos do Norte e do Sul tecnicamente estão em guerra há mais de meio século e, ao primeiro disparo, podem deixar em chamas a Península Coreana. Russos e ucranianos não tiram o dedo do gatilho à espera de ordem para o enfrentamento. A Síria sangra numa guerra civil. Um movimento radical tenta a criação de um califado em áreas sírias e iraquianas. No Afeganistão, no Iraque, no Paquistão e em boa parte da África conflitos étnicos e religiosos matam crianças e adultos. A América Latina não é paraíso da paz. No México, barões da cocaína semeiam e espalham mortes. Na Colômbia um grupo do narcotráfico tenta consolidar um estado paralelo. Chile e Bolívia não têm relações diplomáticas. A Amazônia Brasileira por suas imensas reservas minerais e de água doce, além, é claro, de sua extensão territorial bem na Linha do Equador e, portanto, no centro do mundo, é objeto de cobiça de grandes nações e de pactos políticos internacionais. O contexto geopolítico internacional e a segurança interna do Brasil exigem que tenhamos Forças Armadas capazes de nos defender de agressões externas e de manter a ordem nas cidades e na zona rural. Força Terrestre com a base de sua tropa formada por brasileiros que prestam o Serviço Militar, o Exército é imprescindível ao Brasil tanto por sua função principal quanto por sua capacidade de formar jovens para a cidadania e a vida civil. Neste 25 de agosto, data em que se celebra o Dia do Soldado, o brasileiro precisa refletir sobre seu Exército, que é sentinela da nacionalidade e da defesa da inviolabilidade e indissolubilidade do imenso território nacional. O Brasil tem que defender o fortalecimento e o processo de permanente modernização de seu Exército, para que tenhamos sempre pronto e de prontidão os efetivos necessários e preparados para a defesa de nossas áreas de cerrado, florestas, montanhas, pantanosas, de caatinga, urbanas, interioranas e litorâneas. Que esta data dedicada ao Soldado, que é simbolizado pelo marechal Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias nascido em 25 de agosto de 1803 e maior herói militar do Brasil sirva de reflexão sobre a necessidade de maior aproximação civil com o Exército e de sua capacitação para deixá-lo cada vez melhor preparado para os desafios que eventualmente coloquem em risco nossa gente e nossa nação. Que o mato-grossense reflita bem sobre o Exército, que em Mato Grosso está presente apenas em Cuiabá, Cáceres e Rondonópolis e em breve terá quartel em Sinop. Esse vácuo militar acontece num Estado que além de amazônico tem mil quilômetros de fronteira com a Bolívia, que é um dos maiores produtores mundiais de cocaína. O brasileiro precisa refletir sobre seu Exército, que é sentinela da nacionalidade