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Editoriais
Segunda-feira, 06 de Fevereiro de 2012, 19h:24

Cidadania e escola

Ontem foi dia especial para Mato Grosso, já que os alunos da rede pública estadual iniciaram o ano letivo de 2012 nas 727 escolas da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) existentes nas áreas urbanas, zona rural e aldeias indígenas nos 141 municípios. O número das matrículas ainda não foi apurado pela Seduc, pois a movimentação em busca de vagas continua. Porém, estima-se que 495 mil estudantes estarão nas salas de aula das escolas estaduais neste ano. Para receber tamanha demanda estudantil a a Seduc tem além das escolas ditas tradicionais, 24 Centros de Educação de Jovens e Adultos (CEJA) e 69 unidades escolares indígenas em áreas sob tutela da Funai. Das 727 escolas estaduais existentes, 424 oferecem o ensino fundamental. Ministrar ensino a quase meio milhão de jovens mato-grossenses é tarefa que vai além da grade curricular. Esse compromisso exige perfeito funcionamento das cantinas com alimentação sob controle de nutricionistas, limpeza das instalações e, dentre outras atribuições do Estado, o transporte escolar dos alunos residentes na zona rural. A missão das autoridades da Educação, dos educadores e enfim da comunidade escolar é árdua, porém gratificante, porque de modo geral seus agentes a abraçam numa espécie de sacerdócio que nunca é abandonado e que a cada dia se renova com firmeza e convicção. Os professores e demais profissionais da área educacional poderiam trabalhar em ambiente mais salubre – inclusive para os alunos – se os prédios escolares não fossem permanentes alvos do abominável vandalismo que quebra vidraças e bebedouros, que danifica vasos sanitários e pias, e da ação nefasta dos arrombadores que surrupiam computadores e outros pertences do Estado. O vandalismo é um dos principais causadores dos problemas estruturais nas escolas. O titular da Seduc, Ságuas Moraes, admite a existência de 90 escolas que necessitam de reforma, mas não cria expectativa de solução imediata. Ságuas observa que a metade dos prédios danificados será reformada neste ano e que o restante ficará para 2013. Mato Grosso enfrenta adverso momento orçamentário tentando equilibrar despesas e receita como preceitua a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Neste contexto a Educação fica ao fio da navalha, porque sua demanda por obra de reforma escolar é bem grande. No entanto, se não houvesse vandalismo a situação seria outra, porque as escolas se encontrariam em boas condições e não haveria necessidade de desembolso para assegurar condições ideais ao seu funcionamento. O Brasil é Estado democrático de direito no qual o cidadão tem direitos e deveres. Portanto, é importante que os pais dos alunos e a comunidade escolar como um todo se unam numa verdadeira cruzada em defesa da preservação das escolas. Mato Grosso precisa avançar em cidadania e ao invés de investir em muros, grades, cadeados e guarda para as escolas, tem que reverter a situação reinante e assim poder destinar para a atividade-fim os recursos ora canalizados para a segurança escolar. O vandalismo é um dos principais causadores dos problemas estruturais nas escolas

Edição EDIÇÃO 16969




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