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Editoriais
Quarta-feira, 11 de Novembro de 2015, 21h:16

Aumento dos preços

A elevação do custo de vida registrado em outubro pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) – levando o acumulado em 12 meses a 9,93%, próximo dos dois dígitos e cada vez mais distante da meta – é atribuído basicamente às majorações dos preços dos combustíveis e de alimentos. O que preocupa, porém, é o fato de o índice estar sendo influenciado e se mantendo em alta pelas incertezas na economia, em consequência da indefinição sobre as contas públicas. Os danos são ainda maiores pelo fato de, entre a população de menor renda, a inflação ser ainda mais elevada, ultrapassando 10% no período. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) também já passou de dois dígitos em cinco das 13 regiões analisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no período de 12 meses até outubro, na média no país ele esta em 0,82% . De janeiro a outubro de 2015, a taxa acumulada, de 8,52%, é a maior desde 1996, quando estava em 8,70%. Como comparação, a inflação registrada de janeiro a outubro de 2014 foi de 5,05%. No período de 12 meses terminado em outubro, o IPCA chega a 9,93% na média do país – a maior taxa anualizada desde novembro de 2003, quando estava em 11,02%. Diante das críticas de que já teria “jogado a toalha” na luta contra a inflação, o Banco Central vem insistindo que não abriu mão da meta de 4,5% para 2017. Até lá, porém, o risco é de que os consumidores continuem, gradativamente, perdendo poder aquisitivo, devido às dificuldades enfrentadas pelo governo federal para aprovar no Congresso medidas fiscais que se constituem em pré-requisito para o equilíbrio nas contas públicas. Mais uma vez, quem acaba arcando com a conta é o consumidor que, diante da incapacidade do poder público de equilibrar as finanças, vê seus ganhos se deteriorarem a cada dia. O agravante é que, quanto maior a demora para debelar a aceleração dos preços, maior é o custo que acaba incidindo sobre todos os brasileiros. Essa é uma forte razão para que integrantes do Executivo e do Congresso encontrem uma forma de facilitar a aprovação imediata de medidas essenciais para equilibrar receita e despesa no setor público. O país já pagou um preço elevado demais por ter permitido a inflação sair do controle há alguns anos. Por isso, precisa debelar logo o clima de incerteza fiscal. O país já pagou um preço elevado demais por ter permitido a inflação sair do controle há alguns anos

Edição EDIÇÃO 16968




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