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Editoriais
Sexta-feira, 16 de Outubro de 2009, 23h:43

Aquecimento global

Ao primeiro segundo de amanhã entra em vigor o Horário Brasileiro de Verão 2009/10, que se estenderá a 21 de fevereiro, período no qual os relógios serão adiantados em uma hora no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A meta é economizar energia, aproveitando a luminosidade natural. O setor energético mato-grossense vive ao fio da navalha, porque sua principal geradora, a Termelétrica Mário Covas, em Cuiabá, com capacidade para gerar 480 MW na ponta, há dois anos está ociosa por falta do gás natural que importa da Bolívia. A desativação dessa usina é razão suficientemente forte para motivar governo e iniciativa privada a investirem na geração de origem hidráulica e na busca por outras matrizes da chamada energia limpa, que substitui a de origem fóssil, que é altamente poluidora e não se renova. Às vésperas da entrada em vigor do horário de verão, cientistas ingleses revelaram que o efeito do aquecimento global atingirá de tal forma o Pólo Norte, que nos próximos 10 anos, durante o verão, o mar naquela região sofrerá degelo absoluto, o que causará inundações litorâneas e provocará a extinção de espécies na área. O alerta científico sobre o aquecimento precisa repercutir nos Estados Unidos, China, Índia e Rússia, que são os grandes poluidores mundiais, mas de igual modo tem que chegar a Mato Grosso, estado que pode influir decisivamente para o Brasil reduzir o lançamento de gases na atmosfera. Mato Grosso tem um grande potencial hídrico para geração energética, e de igual modo é a região mais indicada ao cultivo de canaviais para usinas de álcool, e de óleos vegetais, gordura animal e óleos e gorduras residuais para produção de biodiesel. Todas essas matrizes de energia se inserem em cadeias produtivas que distribuem riquezas, recolhem tributos e garantem postos de trabalhos no campo e cidades. Na quinta-feira (15), uma audiência pública em Colíder apresentou o EIA/RIMA de uma hidrelétrica no rio Teles Pires, com capacidade para gerar 300 MW observando a legislação ambiental e que ao longo de sua obra garantirá 2.700 empregos diretos. Essa usina insere-se ao conjunto de seis hidrelétricas aprovadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no mesmo rio, para geração conjunta de 3.697 MW. Fora da área da energia, essas usinas permitirão a navegação do Teles Pires, de Sinop até sua junção com o Juruena, onde nasce o Tapajós. Ao desafio de se conter o aquecimento global, Mato Grosso em breve oferecerá mais energia limpa e adotará para escoar sua colossal produção de grãos e plumas no Nortão o transporte fluvial limpo entre Sinop e Santarém pela Hidrovia Teles Pires-Tapajós. O perfil econômico mato-grossense se junta aos escoadouros naturais e aos aspectos topográficos pelo incremento da geração de energia e a modernização do transporte, para que em breve o paliativo do horário de verão ceda lugar ao desenvolvimento sustentável duradouro. “Mato Grosso tem um grande potencial hídrico para geração energética”

Edição EDIÇÃO 16968




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