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ECONOMIA
Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2013, 20h:16

PESSOA FÍSICA

Taxa de juros é a menor desde 1995

BRUNO BOCCHINI e DANIEL MELLO
Da Agência Brasil - São Paulo
A taxa de juros média geral para pessoa física apresentou redução de 0,01 ponto percentual em janeiro, passando 5,44% ao mês em dezembro, para 5,43% ao mês em janeiro, a menor desde 1995. Para pessoa jurídica, a taxa de juros média geral manteve-se estável em 3,07% ao mês, a mesma de dezembro, também a menor desde 1995. O levantamento divulgado hoje (13) é da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade. Três das seis linhas de crédito para pessoas físicas pesquisadas mantiveram-se inalteradas em relação a dezembro: cartão de crédito rotativo (juro de 9,3%), empréstimo pessoal feito por bancos (2,93%) e empréstimo pessoal feito por financeiras (6,96%). Juros do comércio (4%) e cheque especial (7,77%) tiveram redução, respectivamente de 0,06 e 0,05 ponto percentual. Financiamento de veículos feito por bancos (1,54%) subiu 0,02 ponto percentual. Das três taxas de juros cobradas para as pessoas jurídicas, desconto de duplicatas (2,22%) manteve-se inalterada, conta garantida (5,55%) teve queda de 0,02 ponto percentual, e capital de giro (1,45%) teve elevação de 0,04 ponto percentual. A expectativa associação é que as taxas de juros voltem a ser reduzidas nos próximos meses "por conta da melhora da economia, pela maior competição no sistema financeiro - após os bancos públicos promoverem reduções em suas taxas de juros -, bem como a expectativa de redução dos índices de inadimplência". QUEDA A intenção de consumo das famílias paulistanas caiu 3,4% em janeiro na comparação com dezembro, atingindo o pior nível para o mês desde 2012. Segundo a Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio-SP), responsável pela pesquisa, o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) caiu puxado principalmente pela insatisfação das famílias com renda maior do que dez salários mínimos. As famílias dessa faixa de renda tiveram a menor pontuação no índice, 131,3 pontos, desde que o ICF foi criado em 2010. O número representa uma queda de 8,5% em relação a dezembro. Entre os que ganham menos de dez salários a redução foi 1,5%, ficando em 138,5 pontos. A média geral ficou em 136,7 pontos. O ICF varia entre 0 e 200 pontos, sendo que os resultados acima de 100 pontos indicam otimismo dos consumidores e é composto por sete itens: emprego atual, perspectiva profissional, renda atual, acesso ao crédito, nível de consumo atual, perspectiva de consumo e momento para duráveis. A Fecomercio atribui a redução da confiança, principalmente entre as maiores faixas de renda, no cenário econômico “turbulento”, com a inflação acima da expectativa e o aumento da gasolina. Para a federação as quedas na intenção de consumo merece atenção, “pois se forem consolidadas nos próximos meses, poderão impactar negativamente o consumo”, diz a entidade.

Edição EDIÇÃO 16960




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