ECONOMIA
Sexta-feira, 20 de Abril de 2012, 21h:29
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Sem recursos, resta mobilizar
Para o vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL), Célio Fernandes, os repasses do FCO deveriam ser mais generosos com o segmento, assim como são para a agricultura. O dirigente frisa que se os recursos já se esgotaram é sinal claro de que são insuficientes e que a suplementação é possível, mas depende de articulações, principalmente da bancada federal de Mato Grosso em Brasília e do governo do Estado, por meio da Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme). O segmento é o que mais consegue pulverizar a utilização dos recursos, muitas empresas tomando pouco dinheiro, e é também a atividade econômica que mais gera emprego e renda, principal impacto observado para se ter acesso ao FCO. Se nosso impacto social é grande e importante, está havendo uma distorção. Fernandes destaca que enquanto um tomador do segmento agrícola ou agroindustrial demanda aportes de cerca de R$ 10 milhões a R$ 20 milhões, que essa mesma quantia seria suficiente para atender de 50 a 100 empresas. Isso é o que dinamiza a aplicação do Fundo, defende. No segmento que representa, Fernandes acrescenta que as pequenas empresas são as mais interessadas no Fundo e que a inadimplência é quase zero, o que resulta em risco mínimo à União. Mesmo destacando que os recursos destinados anualmente estão aquém da demanda, o dirigente concorda que a agilização dos processos contribuiu para a escassez dos recursos. A cada ano que passa os empresários estão mais atentos e dominando melhor a maneira de pleitear os recursos do Fundo. Essa movimentação tem de ser considerada pelo governo federal e estadual, já que essa mudança de comportamento demandará cada vez mais recursos. MOBILIZAÇÃO Fernandes lembra que, há cerca de quatro ou cinco anos, esteve em Brasília chamando atenção para a falta de apoio que o segmento tinha quando tentava acessar o recurso. As pequenas empresas demandam de R$ 100 mil a R$ 500 mil, mas os contemplados eram apenas os projetos de grande vulto. O resto ficava paralisado. Pela experiência, Fernandes frisa que é papel dos políticos de Mato Grosso que estão em Brasília atentarem também linhas de financiamento e não apenas correr atrás de emendas. Politicamente, exercemos pouca influência sobre a destinação dos recursos que vem para Mato Grosso, neste caso, o FCO. (MP)