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ECONOMIA
Quinta-feira, 18 de Agosto de 2011, 19h:12

COPA 2014

Segmento faz alerta

Empresários do setor hoteleiro estão apreensivos com a morosidade no andamento dos projetos físicos

MARCONDES MACIEL
Da Reportagem
O presidente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Mato Grosso, Luis Carlos Nigro, manifestou ontem sua preocupação em relação ao atraso no início das obras para a Copa 2014, em Cuiabá. Segundo ele, faltando menos de três anos para o início do maior evento esportivo do mundo, praticamente nada se fez em termos de infraestrutura para dar suporte à realização da competição. Ao mesmo tempo, informou que a iniciativa privada está investindo maciçamente na construção e ampliação de hotéis. Só este ano, três novas torres – inclusive um hotel cinco estrelas - entram em funcionamento, com investimentos em torno de R$ 50 milhões e cerca de 1,1 mil novos leitos. “A iniciativa privada está fazendo sua parte e espera que o poder público também faça o mesmo”, alerta Nigro. Ele diz que os empresários do setor hoteleiro estão apreensivos com a morosidade no andamento dos projetos. “Todos estão apostando na Copa. Se sair algo errado, o setor poderá mergulhar no caos devido ao grande volume de investimentos que está sendo feito”. No total, estão previstos R$ 230 milhões em investimentos até 2013, além de novos projetos que aguardam aprovação. Na avaliação de Carlos Nigro, é preciso definir urgentemente os projetos a serem executados, principalmente em relação à infraestrutura turística e às obras de mobilidade urbana. “Já se passaram praticamente dois anos e até agora não vimos nada de concreto para melhorar os pontos turísticos próximos a Cuiabá. Ao contrário, o que estamos vendo são pontos importantes de atração turística – como Salgadeira, Portão do Inferno e outros na região da Chapada dos Guimarães – serem fechados ao público, enquanto nenhuma providência é tomada e nada se faz para reativá-los. A verdade é que não vemos projetos específicos para melhorar a infraestrutura de Chapada, Pantanal e outras áreas turísticas ao entorno de Cuiabá”. De acordo com Nigro, “se Mato Grosso quer se tornar um Estado turístico, é necessário que o turismo seja encarado com seriedade pelo governo”. É necessário, acrescenta o presidente do SHRBS/MT, clareza do que se pretende fazer nas áreas turísticas, especialmente em regiões como as do Parque Nacional de Chapara dos Guimarães, consideradas “intocáveis” pela corrente ambientalista. Segundo ele, até mesmo o teleférico corre risco de ser cancelado por falta de uma definição. “É preciso fazer tudo dentro da lei e do respeito ao meio ambiente, sim. Mas precisamos de um direcionamento do que pode e não pode ser feito em determinadas áreas. O que percebemos é que cada promotor tem uma idéia diferente acerca desta questão e tudo fica travado por falta de uma definição e de um marco regulatório para que o setor possa explorar adequadamente o turismo e o Estado executar as obras de infraestrutura necessárias”, afirma Nigro. Por enquanto, segundo ele, os empresários continuam de mãos atadas e sem poder trabalhar “devido a esta insegurança jurídica. É uma pena que faltando pouco tempo para a realização da Copa, muitos atrativos turísticos localizados próximos a Cuiabá continuem um lixo”, criticou. HOTÉIS – Indiferente ao atraso das obras para a Copa 2014, os empresários do setor hoteleiro da Grande Cuiabá apostam todas as fichas na realização do evento na Capital do Estado como uma das sedes dos jogos de 2014 e constroem torres e mais torres de hotéis para hospedar os turistas. Só em 2011, três empreendimentos de grande porte entram em operação, sendo o primeiro no próximo mês de setembro, o Hotel Gran Odara, do empresário Renato de Paiva Pereira. São 142 apartamentos na Avenida Miguel Sutil, com investimentos da ordem de R$ 21,30 milhões. No mês de novembro, mais duas torres entram em funcionamento: o Serras Hotel, do empreendedor José Del Caro, com 90 apartamentos na região do Jardim das Américas, totalizando investimentos de R$ 13,50 milhões e o Asas Hotel: Slavieiro, do empresário Silvério Maehler, no Bosque da Saúde, com 84 apartamentos e investimentos de R$ 12,60 milhões.

Edição EDIÇÃO 16959




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