NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

ECONOMIA
Terça-feira, 23 de Junho de 2009, 20h:47

BANCO DO BRASIL

Seeb/MT rejeita transferência de unidade de crédito para Brasília

Segundo Sindicato, a centralização das operações vai na contramão da realidade

MARIANNA PERES
Da Editoria
O Sindicato dos Bancários em Mato Grosso (Seeb/MT), realizou ontem, pela manhã, um ato para chamar atenção dos vereadores de Cuiabá, para a transferência de uma unidade que trata de operações crédito do Banco do Brasil, para Brasília. Segundo o presidente da entidade, Arilson da Silva, a mudança da Plataforma do Centro de Suporte Operacional (CSO) do Banco acarretará prejuízos, tanto ao Estado como à população. Entre as perdas está agilidade no trâmite dos processos e análises. Em Mato Grosso, a plataforma realizou no ano passado, 45 mil procedimentos. Considerando que Brasília passará a concentrar a demanda do Centro-Oeste, o volume de solicitações aumenta para pelo menos 150 mil. “A plataforma não estará mais atendendo somente à demanda local, passa à demanda regional, e o pior é que 80% dos funcionários de Cuiabá já disseram que não vão para Brasília e isso além de reduzir o número de pessoas capacitadas, fará com que as peculiaridades locais não sejam consideradas na hora das análises”. Ainda relatando os prejuízos, Silva lembra que a distância do setor de análise afasta o tomador dos analistas. “Ao invés do atendimento direto, estaremos sendo atendidos por telefone e quem resolve alguma coisa (nesta proporção) por telefone?”, questiona. Silva completa que a mudança não se justifica, aliás, “o setor em Cuiabá deveria receber reforços, afinal, temos perspectivas de crescimento, inclusive por causa da Copa do Mundo, e vem o Banco na contramão, centralizando, quando a palavra de ordem no mundo, é justamente o contrário, descentralizar”. Em relação ao quadro funcional, o Sindicato explica que apesar de o Banco garantir a manutenção das comissões e condições dos seus funcionários que optarem por Brasília, o salário ficará inalterado. “Brasília tem um dos maiores, se não o maior, custo de vida do país. Quem incentivo o funcionário tem?”. Segundo o Seeb/MT em média o pessoal do CSO recebe, já incluindo comissão, R$ 2,8 mil. Com a perda do comissionamento, o salário encolhe para cerca de R$ 1,2 mil. Ele lembra que desde o anúncio da transferência deste setor, em maio, o SEEB/MT vem realizando diversas atividades com os funcionários como duas manifestações em frente à Superintendência do BB, sendo a segunda com a presença do diretor do banco, Marcos Moser. O Sindicato protocolou diversos ofícios aos parlamentares do Estado relatando os prejuízos futuros, caso a transferência seja efetivada e solicitam o apoio em defesa da manutenção. Outra ação foi a reunião em Brasília com o vice-presidente do BB neste mês de junho. O BANCO - De Brasília, a assessoria de imprensa do BB, explicou que a decisão de transferência, iniciada em outros estados em maio do ano passado, faz parte de um reposicionamento estratégico com o objetivo de dar fluxo às análises de limite de crédito de pessoas jurídicas e produtores rurais, assim como seus cadastros. “Foi feito um estudo que mostrou a viabilidade da mudança. O serviço prestado pelo CSO era descentralizado em 24 cidades e agora, será centralizado em cinco: Belo Horizonte, Curitiba, Recife, Brasília e São Paulo”. O BB explica ainda que das 24 cidades que tinham este braço de operações, quatro, incluindo Cuiabá, estão em processo de transferência: Ribeirão Preto, Campo Grande e Porto Alegre. O processo de transição, já iniciado em Cuiabá, será finalizado em dezembro deste ano. A assessoria local do BB informou ainda que a plataforma de Cuiabá, sempre foi um braço e que sempre esteve vinculada à Brasília. Sobre os questionamentos de que haverá morosidade nas análises de limites de crédito e de cadastro, o Banco explica que há um procedimento interno que regulamenta prazo padrão para este tipo de atendimento e que ele é mantido independentemente de vir de uma agência da Capital, ou do interior. “A mudança é para melhorar o fluxo e por isso, não haverá prejuízos aos tomadores de crédito, seja por qualquer motivo”. Com relação aos funcionários do BB, Brasília explica que dos 102 que estão lotados no CSO de Cuiabá, apenas 77 são atingidos pela mudança, pois estão atuando na fiscalização dos projetos aprovados. Segundo o BB, foi proposto aos funcionários que quiserem seguir para Brasília a manutenção de cargos, condições e comissões. Já para quem preferir ficar em Cuiabá, fica assegurado o emprego, mas se perde o comissionamento. O Seeb/MT aponta que mais de 45 mil procedimentos foram executados em 2008, no Estado, como análise, liberação e fiscalização de crédito em programas que visam fomentar a agricultura e o desenvolvimento regional, tais como o Programa de Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS), Proger, Pronaf e FCO Rural e Urbano. “Todo que é relativo à tomada de crédito, passa por este setor”.

Edição EDIÇÃO 16961




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL