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ECONOMIA
Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2010, 19h:35

INFLAÇÃO/SELIC

Relatório sugere alta em janeiro

O Relatório Trimestral de Inflação (RTI) divulgado ontem pelo Banco Central deixa claro que a autoridade monetária está empenhada na convergência da inflação para as metas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e sugere que o BC elevará a taxa básica de juros já no próximo mês. A avaliação é do estrategista-chefe do Banco WestLB, Roberto Padovani, que, disse que o ajuste seria complementar às medidas macroprudenciais anunciadas recentemente pelo Banco Central para controlar, entre outros fatores, o crédito elevado no Brasil, que é um dos fortes componentes para a alimentação da demanda. "Mesmo com as incertezas sobre o cenário externo e mantendo as hipóteses fiscais, eles (diretores do BC) sugerem uma complementaridade do processo de aperto com a taxa de juros, e no curto prazo. Para mim, quando diz 'no curto prazo', obviamente, o BC está falando de janeiro", disse Padovani. "Isso mostra que eles estão comprometidos com meta e isso, para mim, é o mais importante. Teremos um novo governo, mas o regime de política monetária permanece exatamente o mesmo e isso é o melhor sinal possível", avaliou. De acordo com Padovani, a mensagem do BC no RTI trouxe uma certa surpresa a ele, que fazia parte do grupo de economistas que acreditavam que o documento não traria grandes novidades em relação à ata da reunião de dezembro do Comitê de Política Monetária (Copom). "Eu duvidava um pouco que eles fossem ser tão ativos. E acredito que isso é bom para a economia como um todo", opinou. Com a sinalização dada pelo Banco Central no Relatório de Inflação, Padovani, que chegou a trabalhar recentemente com um cenário de estabilidade para a Selic em 10,75% ao longo de 2011, já passou a trabalhar com um ciclo de ajuste projetado de 1,50 ponto porcentual para os juros no próximo ano. Com isso, a taxa Selic encerraria o ano que vem no nível de 12,25%.

Edição EDIÇÃO 16961




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