A proposta de reforma do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) não deve gerar aumento de receitas para o governo. A afirmação é do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que se reuniu ontem com parlamentares para discutir uma forma de simplificação do crédito às empresas na tributação do PIS e da Cofins. A proposta deve gerar um aumento de alíquota, mas também aumentarão os valores creditados às empresas. Aumenta a quantidade de crédito. Obviamente, a gente tem que aumentar a alíquota para refletir isso. É uma reforma neutra em termos de arrecadação, mas muito boa em termos de eficiência para as empresas, afirmou Levy. Segundo deputados que participaram da reunião com o ministro, estava prevista uma reunião técnica ontem, do secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, com representantes das bancadas da Câmara para discutir a proposta mais detalhadamente. Até o início da noite nenhuma informação havia sido divulgada. Mais cedo, quando chegou ao Ministério da Fazenda, Levy disse que a intenção do governo federal é a de enviar ao Congresso um projeto sobre o assunto o mais breve possível.