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Cuiabá MT, Quarta-feira, 24 de Junho de 2026

ECONOMIA
Segunda-feira, 26 de Março de 2012, 21h:01

IPI/LINHA BRANCA

Redução é prorrogada

A ideia é estimular a indústria, que reclama da concorrência com os importados, sobretudo por causa da valorização do real

O governo anunciou ontem a prorrogação da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para geladeiras, fogões, máquinas de lavar e outros produtos da chamada linha branca. Os técnicos do Ministério da Fazenda finalizaram o texto que foi publicado na noite de ontem numa edição extra do "Diário Oficial da União". Outros produtos também foram beneficiados com a diminuição da carga de impostos. A ideia é estimular a indústria, que reclama da concorrência com os importados, sobretudo por causa da valorização do real frente ao dólar. A avaliação do governo é que a redução do IPI para a linha branca foi muito bem sucedida. Ela terminaria no final deste mês. O governo irá prorrogar a cobrança reduzida por mais três meses. Para fogões, a alíquota, que era de 4%, foi zerada. Para as geladeiras, o percentual foi reduzido de 15% para 5% e, para as máquinas de lavar, de 20% para 10%. A alíquota sobre tanquinhos também foi zerada (era de 10%). A desoneração da linha branca já havia sido feita em abril de 2009. Na época, a medida também foi prorrogada. O setor varejista, no entanto, quer que o governo estenda a medida por mais tempo - 6 a 9 meses - e reivindica a inclusão de móveis e material de construção no pacote. Na semana passada, durante reunião com empresários em Brasília, a presidente Dilma Rousseff e o ministro Guido Mantega (Fazenda) prometeram medidas de estímulo à indústria e disseram que parte das propostas em discussão seriam anunciadas nos próximos dias. Além da ampliação dos segmentos beneficiados com menor incidência de IPI, o governo também estuda reduções de PIS/Cofins para alguns setores, do IOF sobre o crédito e a desoneração da folha de pagamento como forma de estimular a retomada da economia neste início de ano, depois do crescimento abaixo do esperado no ano passado. Nas últimas semanas, o ministro Mantega fez uma rodada de discussão com vários setores para debater mudanças na cobrança da contribuição previdenciária. A exemplo do que já foi adotado no ano passado, a ideia é substituir a alíquota de 20% incidente sobre a folha de pagamento por um percentual em torno de 1% sobre o faturamento. Entre os setores que deverão adotar a mudança estão: têxtil, móveis, bens de capital, plástico, autopeças, naval e a Embraer. Sob o efeito da redução, as vendas de eletrodomésticos da linha branca tiveram aumento de 22,63%, na média, entre dezembro e fevereiro, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados se referem só aos produtos que ficaram com imposto menor (geladeira, fogão, lavadora, tanquinho). A estimativa foi feita pelo IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo). Segundo o levantamento, o benefício fiscal puxou as vendas desses produtos em 15 a 20 pontos percentuais. "O IPI menor já surtiu efeito, mas o prazo do benefício [de quatro meses] foi muito curto. A decisão de compra de um eletrodoméstico não é imediata. É preciso mais tempo", diz Castro.

Edição EDIÇÃO 16968




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