NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Quinta-feira, 11 de Junho de 2026

ECONOMIA
Sábado, 02 de Junho de 2012, 00h:16

MEDIDAS

Redução de juros ainda é tímida nos bancos privados, aponta CDL

Conforme entidade, União precisa buscar mecanismos de “mercado”

As medidas adotas pelo governo federal para fomentar o consumo interno por meio da redução dos juros foram classificadas de "políticas", pelo presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL), Paulo Gasparoto. O dirigente argumenta que poderiam ter sido usados mecanismos "de mercado" para alcançar efetivamente o objetivo de queda dos juros. Entre os resultados disso “há o fato de os bancos privados estarem bastante tímidos na hora de baixar suas taxas”. Gasparoto enfatiza ainda que os bancos privados burocratizaram o empréstimo, "passaram a fazer muito mais exigências, dificultando o financiamento e o crédito". Ele acredita que isso precisa ser reavaliado, mas endossa a necessidade de que o varejo tome precauções redobradas para conter a inadimplência, "pois o consumo deverá crescer, principalmente com a redução do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) e de outros custos sobre a mercadoria". Para ele, entre os desafios do objetivo do governo federal para aquecer a produção e o consumo internos está a busca de novos meios e formas de redução de juros e a ampliação do crédito para consumo sem elevar a inflação e a inadimplência. "Você lança mão de uma medida e tem que conter a outra mão. Portanto, o que precisamos mesmo é de uma reestrutura em diversas situações da economia do Brasil", aponta, colocando que a atual iniciativa terá efeitos e durabilidade provisórios. UMA MÃO - Entre as medidas tributárias de maior está a redução do IPI para carros até 1.000 cilindradas e quedas entre 1% e 2% nas demais categorias automotivas - até 2.000 cilindradas e os chamados utilitários, para compras até 31 de agosto. Em outro anúncio foi declarada a redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para o crédito de pessoa física de 2,5% para 1,5%. No âmbito de Banco Central, liberação de compulsório para compra de carteira – aumento do crédito e redução do ‘spread’. Pelo Banco do Brasil, também com data até 31 de agosto e para grandes empresas, alterações nas taxas de juros ao ano para exportações pré-embarque de 9% para 8% e para aquisição de ônibus e caminhões, máquinas e equipamentos, respectivamente de 7,7% para 5,5% e de 7,3% para 5,5%. No caso do Procaminhoneiro, extensão do prazo de financiamento de 96 meses para 120 meses. O objetivo, conforme anunciado pelo governo, é diminuir o preço na ponta final para promover o consumo, com consequências outras como a manutenção do emprego em vários segmentos e diminuição do custo sobre investimentos. OUTRA MÃO – A desoneração de alguns itens da produção nacional tem um custo e esse custo também chega ao consumidor e atinge em cheio outros segmentos. Anteontem, a União anunciou nova taxação sobre bebidas, motos e eletrodomésticos. A Receita Federal elevou para 35% a alíquota do IPI incidente na venda de motocicletas e de aparelhos de ar-condicionado e micro-ondas nacionais e importados. Ficam de fora apenas os produtos fabricados na Zona Franca de Manaus. A determinação unifica as alíquotas que, até agora, eram 20% para aparelhos de ar-condicionado, 30% para micro-ondas e 15% para motos de até 50 cilindradas. Acima dessa motorização, recolhiam 25%. As motos fabricadas em Manaus continuam com alíquota de 20%. A partir de outubro, as bebidas frias – água, cerveja, refrigerante, energéticos e isotônicos – passarão a pagar mais impostos. Decreto da União estabelece os novos preços que servirão de referência para o IPI, PIS/Pasep e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). De acordo com a Receita Federal, caso o aumento de impostos seja repassado integralmente aos preços finais, os consumidores pagarão 2,85% a mais, em média, pelos quatro tipos de bebidas. (Com assessoria CDL/Cuiabá)

Edição EDIÇÃO 16960




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL