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ECONOMIA
Sexta-feira, 05 de Junho de 2009, 20h:41

ICMS ENERGIA

Redução ainda não chegou

Na prática o anúncio do governo estadual, ainda depende de ajustes no sistema de faturamento da Cemat. Consumidores serão ressarcidos

MARIANNA PERES
Da Editoria
Há mais de um mês está em vigor, em Mato Grosso, o corte de 3,2 pontos percentuais sobre a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para clientes da concessionária local, Cemat, que consomem acima de 500 quilowatts hora. Apesar do período, a redução sobre o imposto cobrado para esta faixa de consumidores ainda não está sendo aplicado e ainda levará alguns dias para ser implementado. Entretanto, a Cemat esclarece que os clientes beneficiários da medida não serão prejudicados e que a distribuidora fará as compensações devidas na próxima fatura. O corte sobre a alíquota atinge cerca de 100 mil unidades consumidoras no Estado – que estão nesta faixa de consumo acima de 500 kWh – sendo 30 mil delas enquadradas como comercial e 70 mil residencial. Conforme a assessoria da concessionária, são 950 mil clientes em Mato Grosso, sendo que cerca de 10% são atingidos pela desoneração tributária. Em abril, o governador do Estado, Blairo Maggi, anunciou a desoneração sobre a energia, a alíquota passou de 30% para 26,8%. A medida publicada no dia 6 de maio, mas retroativa ao dia 1° daquele mês. Conforme justificou Maggi na época, ela valerá até 2010 e poderá ser prorrogada. “A redução praticamente anula para estas classes de consumo a alta que está em vigor desde o último dia 8”, disse durante o anúncio, em abril. Naquele mês, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), concedeu à Cemat, autorização para elevar em média em 13% o valor do quilowatt, em razão do processo do ajuste anual válido para todas as distribuidoras no País. Apesar dos mais de 30 dias transcorridos, a Cemat explica que a alteração na cobrança do imposto – uma decisão ocorrida no ambiente fora da distribuidora – está ainda exigindo ajustes no complexo sistema de faturamento, necessitando de modificações em software, “para o processamento adequado”. Ainda segundo a assessoria de comunicação da Cemat, a desoneração sobre esta fatia de 100 mil consumidores ainda está em fase de testes e que deverá estar em produção até o final desta primeira quinzena. “Mesmo exigindo um tempo considerável, os clientes que têm direito à redução terão seu consumo recalculado automaticamente e retroativo ao dia 1° de maio. As compensações virão na próxima fatura”. Diante das dúvidas de quem esperava por uma fatura mais barata a partir de junho, a Cemat esclarece ainda que o consumo com datas de vencimento em julho é que estarão com valores regularizados perante medida do Estado. “Essas primeiras faturas após o anúncio do Estado tiveram como período de referência dias dos meses de abril e maio e como o sistema não está 100%, o benefício não foi aplicado e o que tiver sido pago a mais, será abatido na próxima fatura”. REDUÇÃO – Como exemplifica a concessionária, um cliente comercial que teve consumo de 501 kWh pagará, incluindo impostos, R$ 297,90. Considerando a alíquota de 30%, o valor a recolher somente em ICMS seria de R$ 89,37. Com a desoneração, a fatura será de 288,96 e o valor referente ao ICMS será de R$ 80,43, economia de R$ 8,94. Mantido o consumo mês a mês, a poupança anual somará R$ 107,28. No caso do consumo residencial, considerando os mesmo valores anteriores e as diferentes faixas de enquadramento, a economia chegará a cerca de R$ 8,44 ao mês. MEDIDA - Como explicou o secretário de Fazenda, Eder Moraes, na prática, o corte de 3,2 pontos percentuais na alíquota que serve de referência para a cobrança do ICMS na distribuição de energia deixará as contas cerca de 11% mais baratas. “Como a alta sobre o valor do quilowatt para Mato Grosso, autorizado pela Aneel, não estava contabilizado no nosso orçamento, pudemos conceder o benefício imediatamente após o anúncio da Agência”. O secretário de Estado lembra que a desoneração o ICMS sobre a energia era um compromisso de campanha do governador Blairo Maggi. “É que após um ano à frente da pasta, conseguiu concretizar a promessa. Aliás, 80 setores da nossa economia foram beneficiados com a desoneração tributária”.

Edição EDIÇÃO 16959




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