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ECONOMIA
Quarta-feira, 13 de Novembro de 2013, 21h:14

CONSTRUÇÃO CIVIL

Reajuste não inflacionou segmento

O Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de Cuiabá e Municípios (Sintraicccm) contestou as justificativas apresentadas pelo setor patronal para justificar o aumento no preço do custo de construção do metro quadrado em Mato Grosso que apresentou a maior inflação mensal do país, alta de 4,72% na comparação entre os valores apurados em outubro ante setembro. De acordo com o levantamento – que tem como unidade de coleta os fornecedores de materiais de construção e empresas construtoras – a inflação seria resultado do reajuste salarial firmado em acordo coletivo entre trabalhadores e construtoras. Conforme o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) do IBGE, Mato Grosso fechou o mês com o segundo maior valor médio do metro quadrado do Centro-Oeste, R$ 879,53, atrás apenas do Distrito Federal, cuja média foi de R$ 894,19. Ainda como parâmetro, a média nacional ficou em R$ 849,07 no mesmo período de comparação. O presidente do Sintraicccm, Joaquim Santana, lembra que o reajuste salarial incide sobre o piso da categoria, e não sobre o valor pago pela produção por metro quadrado, que é variável e definido pelas empresas, e que nem mesmo este índice pode justificar o aumento. “Não temos conhecimento de reajuste sobre a produção nos canteiros de obra. Os valores pagos são muito baixos e não apresentaram variação nos últimos meses. Ou seja, o motivo deste aumento é apenas a ganância dos empresários”. Ele apontou ainda os investimentos de longo prazo feitos pelo empresariado mato-grossense, tais como a venda antecipada de imóveis. “Eles não fariam este tipo de negócio se não previssem lucro, ou seja, estão muito confiantes neste mercado, uma vez que os preços da mão de obra e dos materiais não têm apresentado toda esta alta da qual reclamam sempre”. O último reajuste, concedido no mês de julho à categoria, foi de 10,5% sobre o piso salarial e de 8% para quem recebe acima do piso.

Edição EDIÇÃO 16964




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