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ECONOMIA
Quarta-feira, 29 de Dezembro de 2010, 19h:24

E-COMMERCE

R$ 1 bilhão em vendas

Mato Grosso segue em posição de destaque no Brasil e se mantém líder no valor do tíquete médio de compras

MARCONDES MACIEL
Da Reportagem
As vendas pela internet, em Mato Grosso, mantiveram sua trajetória de crescimento em 2010 e devem encerrar o ano com cifras acima de R$ 1 bilhão em transações na comparação com o ano passado e mais de 1 bilhão de acessos nos portais de venda online. Só durante o Natal, as compras pelo portal eletrônico de negócios TN Brasil aumentaram acima de 30% em relação ao mesmo período do ano passado. Já a média de tíquete de compra dos consumidores mato-grossense é de R$ 372, superior à media nacional de R$ 317. Os produtos mais procurados são eletroeletrônicos, CDs/DVDs, imóveis, carros, máquinas agrícolas, autopeças e acessórios. Em todo o país, o comércio eletrônico movimentou R$ 2,2 bilhões em vendas de bens de consumo no Natal deste ano, segundo estudo da E-bit, empresa especializada no setor. O número representa alta de 40% em relação ao mesmo período de 2009, entre os dias 15 de novembro a 24 de dezembro. Segundo a E-bit, houve mais de 6 milhões de pedidos via internet no intervalo analisado. "Essa data é uma grande aliada para o setor, contribuindo com grande fatia do faturamento. Por essa razão, em 2010 exaltamos o melhor Natal de todos os tempos no comércio eletrônico", declarou em nota o diretor-geral da consultoria, Pedro Guasti. De acordo com o levantamento, a categoria líder em vendas foi a de eletrodomésticos, seguida por informática e saúde, beleza e medicamentos. Na quarta e quinta posições ficaram livros e eletrônicos, respectivamente. O comércio eletrônico é o meio pelo qual são realizadas as transações comerciais através de computadores, podendo ser transações empresa-empresa, empresa-consumidor ou intraorganizacional, numa infraestrutura aberta de fácil acesso e baixo custo. Para que essa transação ocorra, é necessário observar e considerar vários aspectos de segurança, fatores culturais e organizacionais, juntamente com a credibilidade dos clientes com relação à transação. O comércio eletrônico é de âmbito mundial e a forma mais comum de pagamento é através de cartões de crédito. Para Ivo Debona, diretor regional do portal TN Brasil, as vantagens para quem está vendendo estão principalmente na redução dos custos. “O comércio eletrônico quebra distância, seja para comprar, vender ou buscar parcerias. Não fazemos concorrência direta com o comércio tradicional, mas auxiliamos vendas. No final, o comprador pode ter uma economia de até 20% no preço final do produto”. COMÉRCIO – Ao contrário do que muitos podem imaginar, o comércio eletrônico não é tão prejudicial para àqueles que têm uma loja estabelecida. “Boa parte das empresas tem sistema de vendas pela internet. Além disso, produtos como confecções e calçados praticamente não são adquiridos por meio eletrônico e o consumidor gosta de comprar palpando o produto que ele deseja levar”, afirma o vice-presidente da Federação do Comércio do Estado (Fecomércio), Roberto Peron. Segundo ele, o aumento das compras online mostra que a população melhorou o seu poder aquisitivo e pode gastar mais. “Na verdade, esse consumo que está sendo canalizado pelo comércio virtual estava represado. Mas não representa uma ameaça para as lojas. Prova disso é que, apesar do crescimento vertiginoso das transações eletrônicas, o comércio tradicional registrou o seu melhor desempenho nos últimos anos no Natal de 2010”, afirma Peron, acreditando que as vendas online podem inclusive “estimular o apetite dos consumidores por novas compras no comércio tradicional, até mesmo por uma questão de segurança”.

Edição EDIÇÃO 16968




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