De acordo com comunicado emitido em fevereiro pela assessoria do Grupo Naoum, a paralisação das duas plantas sucroalcooleiras em Mato Grosso ocorre para uma redução de custos operacionais, como transporte a alimentação dos funcionários, e foi tomada em meio ao processo de recuperação judicial da companhia, iniciado em novembro de 2008. Entre as medidas está a concessão de licença remunerada para quatro mil funcionários do grupo, que conta com um quadro de cinco mil trabalhadores. Deste total, cerca de mil funcionários pertencem ao quadro administrativo e, o restante, trabalha nos canaviais e nas indústrias. O comunicado informa que o período da licença remunerada deve se estender até o início do mês de março, época prevista para o início das atividades de moagem de cana-de-açúcar para a próxima safra. Ainda segundo a empresa, o retorno dos funcionários será gradativo e ocorrerá de acordo com o ritmo das operações das duas usinas no Estado. O presidente da empresa, Edison Couto, explicou que o Grupo Naoum não mede esforços para garantir a preservação do patrimônio das empresas, a continuidade sustentável das operações, o cumprimento dos compromissos existentes e, prioritariamente, a preocupação com a manutenção do seu quadro de funcionários. Trabalhamos para colocar a empresa no seu devido lugar de destaque e, para tanto, necessitamos deste tempo para que possamos voltar com as nossas atividades normais, disse ele. O grupo aguarda atualmente a definição da data para a assembléia geral dos credores, visando à aprovação do plano de recuperação judicial da empresa. (MM)