ECONOMIA
Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2013, 20h:15
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INFLAÇÃO
Projeção sobe para 5,71%
A projeção para este ano, segundo o BC, está cada vez mais distante do centro da meta de inflação, de 4,5%
KELLY OLIVEIRA
Da Agência Brasil - Brasília
Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) elevaram pela sexta semana seguida a projeção para a inflação este ano. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), desta vez, passou de 5,68% para 5,71%. Para 2014, permanece a projeção de 5,5%, há 13 semanas. A projeção para este ano está cada vez mais distante do centro da meta de inflação, de 4,5%. O Banco Central trabalha ainda com a margem de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. É função do BC fazer com que a inflação convirja para o centro da meta. Um dos instrumentos usados pelo BC para influenciar a atividade econômica e calibrar a inflação é a taxa básica de juros, a Selic. Para as instituições financeiras, em 2013, essa taxa deve permanecer em 7,25% ao ano. Para 2014, a expectativa é que o BC eleve a taxa, que deve encerrar o período em 8,25% ao ano. A pesquisa do BC aos analistas também traz estimativa para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que foi ajustada de 5,07% para 5,34%, neste ano, e de 4,95% para 5%, em 2014. A projeção para o Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI) foi alterada de 5,16% para 5,17%, este ano, e mantida em 5%, no próximo ano. Para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), houve alteração de 5,09% para 5,21%, em 2013, e de 5,19% para 5,20%, em 2014. CRESCIMENTO Analistas de instituições financeiras consultados pelo Banco Central (BC) ajustaram a projeção para o crescimento da economia este ano de 3,10% para 3,09%. Para 2014, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, foi alterada de 3,70% para 3,80%. A estimativa para a expansão da produção industrial passou de 3,17% para 3,10%, este ano, e permanece em 3,70%, em 2014. A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB passou de 34% para 34,25%, em 2013, e de 33,10% para 33%, no próximo ano. A expectativa para a cotação do dólar passou de R$ 2,05 para R$ 2,03, ao final deste ano, e de R$ 2,07 para R$ 2,05, ao fim de 2014. A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) permanece em US$ 15,5 bilhões, este ano, e em US$ 16 bilhões, em 2014. Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a estimativa foi ajustada de US$ 62,65 bilhões para US$ 64 bilhões, este ano, e de US$ 70 bilhões para US$ 69,37 bilhões, em 2014. A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) foi mantida em US$ 60 bilhões tanto para 2013 quanto para o próximo ano.