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Cuiabá MT, Quinta-feira, 18 de Junho de 2026

ECONOMIA
Segunda-feira, 07 de Maio de 2007, 19h:57

INDÚSTRIA

Produção estagnada em 67%

Apesar de um ‘desaquecimento natural’ no último trimestre, empresários de MT estão otimistas para os próximos 3 meses

Para 67% das indústrias mato-grossenses, a produção ficou estagnada ou registrou queda neste primeiro trimestre em relação aos últimos três meses de 2006. Para outros 40%, o faturamento foi reduzido e para mais da metade a operação não atingiu 50% da capacidade instalada. Os números fazem parte da análise conjuntural elaborada pela Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt) e divulgada ontem. A análise conjuntural foi realizada pelo Instituto Euvaldo Lodi junto a 121 empresas dos mais diversos setores industriais filiados aos 36 sindicatos do setor, abrangendo 21 municípios-pólos de Mato Grosso. Foram coletadas informações sobre a evolução das empresas no que diz respeito ao nível de atividades, estoque, matéria-prima, situação financeira, lucratividade e os principais problemas enfrentados pelas empresas, como carga tributária, taxas de juros e capital de giro. A pesquisa aborda ainda questões relativas a faturamento, estoque e número de empregados, bem como as expectativas dos setores em relação à economia regional e nacional. Trinta e três por cento dos empresários consultados indicaram aumento no volume de produção neste trimestre. A maioria (67%) informou que a produção estagnou ou teve queda. Quanto ao nível de utilização da capacidade instalada, mais da metade das indústrias pesquisadas está operando abaixo do nível de 50%. Para as empresas com custo fixo elevado, a situação atual não é confortável, especialmente no tocante às margens de rentabilidade. “Isso quer dizer que houve pouco dinamismo na demanda, o que é compatível com o volume de produção informado”, avalia o presidente do Conselho Econômico e Tributário da Fiemt, Gustavo Oliveira. Apenas 20% dos empresários industriais, segundo a análise conjuntural, apontaram aumento nos estoques de produtos acabados. Um percentual de 48,8% das empresas sinalizou estabilidade, enquanto 19% registraram queda nos estoques finais. A maioria das empresas indicou ter estoques de produtos acabados compatíveis com o planejado/desejado, confirmando o quadro conjuntural do trimestre. As indicações de estoques finais abaixo e muito abaixo do planejado foram de apenas 26,5%. No que diz respeito aos estoques de insumos – matéria-prima e produtos intermediários – metade das empresas sinalizou estabilidade. Os estoques estavam nos níveis esperados ou planejados para 42% das empresas entrevistadas. Apenas 16,5% indicaram níveis acima do planejado, enquanto 20% não responderam. MÃO-DE-OBRA - Quanto ao nível de emprego, metade das empresas aponta manutenção do quadro de pessoal. 24,8% das empresas informaram que contrataram mais funcionários e outros 24,8% das indústrias pesquisadas indicaram demissões. ANÁLISE – Para Gustavo Oliveira, a economia se comportou dentro de um cenário previsto para o primeiro trimestre do ano, com “desaquecimento natural” no consumo em relação ao último período de 2006 e perspectivas de retomada do crescimento econômico a partir de agora. “Tivemos setores que tiveram melhor desempenho do que outros como em qualquer atividade econômica. O importante é que todos estão enxergando a possibilidade de aquecimento e de um nível de atividade mais consistente com a chegada da safra”, frisou Oliveira.

Edição EDIÇÃO 16965




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