NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Terça-feira, 23 de Junho de 2026

ECONOMIA
Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2006, 21h:14

INDÚSTRIA

Produção do país cresce em 8 regiões pesquisadas

O destaque ficou por conta da produção do Estado de Pernambuco, com 12,3%

A produção industrial registrou alta em oito das 14 regiões pesquisadas em novembro na comparação com igual mês de 2004, segundo dados divulgados ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em novembro, o destaque ficou por conta do avanço da produção industrial de Pernambuco, de 12,3% após um resultado negativo de 1,9% em outubro. Seis das 11 atividades da indústria pernambucana tiveram desempenho favorável, principalmente o setor de alimentos e bebidas (18,6%). Outros setores com crescimento significativo foram metalurgia básica (30,3%) e borracha e plástico (26,7%). Além de Pernambuco, outros cinco locais pesquisados apresentaram crescimento acima da média nacional, de 0,6%: Rio de Janeiro (4,0%), Minas Gerais (3,8%), Espírito Santo (1,5%), Bahia (1,1%) e Pará (0,9%). A região Nordeste (0,5%) e São Paulo (0,3%) apresentaram taxas positivas, mas abaixo da média de crescimento do país. Segundo o IBGE, os últimos três meses registraram os resultados mais baixos da indústria paulista desde o final de 2003. A taxa anualizada de São Paulo, dos últimos 12 meses, acentuou a trajetória de desaceleração observada nos últimos meses, e passou de 5,1% em outubro para 4,3% em novembro. RECUPERAÇÃO MODERADA - O menor fôlego da indústria paulista confirma os resultados da indústria nacional em novembro: de recuperação moderada, mas insuficiente para reverter a trajetória de desaceleração verificada nos indicadores de mais longo prazo. A indústria de São Paulo é a de maior peso na produção industrial nacional. A principal contribuição positiva da indústria paulista em novembro ficou com a indústria farmacêutica (35,7%). Outras atividades com desempenho positivo foram veículos automotores (3,3%), edição e impressão (4,9%) e refino de petróleo e produção de álcool (3,8%). Entre as atividades que registraram queda na produção, o IBGE destaca material eletrônico e equipamentos de comunicações (-10%), máquinas e equipamentos (-5,7%), vestuário (-17,9%) e metalurgia básica (-8,2%). No acumulado do ano, apenas Ceará (-1,1%) e Rio Grande do Sul (-3,8%) apresentam taxas negativas. A indústria nacional acumulou crescimento de 3,1% no período de janeiro a novembro de 2005 contra igual período de 2004. Em termos percentuais, a liderança coube ao Amazonas, com expansão de 13,5%. Outros locais com crescimento acima da média no ano são: Minas Gerais (6,4%), Pará (3,8%), São Paulo (3,7%), Bahia (3,5%) e Goiás (3,2%). Segundo o IBGE, as regiões com crescimento acima da média confirma o padrão de expansão da indústria observado nos últimos meses, com forte presença dos bens de consumo, duráveis (automóveis e eletrodomésticos) e semiduráveis e não duráveis (roupas e alimentos), além da presença de setores tipicamente exportadores.

Edição EDIÇÃO 16968




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL