ECONOMIA
Quarta-feira, 28 de Novembro de 2012, 21h:29
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FEBRE AFTOSA
Prazo para a vacinação contra doença termina nesta 6ª feira
Quem não imunizar e nem comunicar estará sujeito às sanções previstas
Mato Grosso encerra amanhã, dia 30, a segunda etapa da vacinação contra febre aftosa. Iniciada no dia 1º deste mês, a vacinação teve como foco bovinos e bubalinos de todas as idades. O Estado possui 29 milhões animais, o maior rebanho do País, e há 17 anos mantêm o status de zona livre de febre aftosa com vacinação. O Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea/MT) lembra que o prazo para a comunicação encerra-se no dia 10 de dezembro, exceto nas propriedades localizadas na região do Pantanal, aonde o prazo para vacinação e comunicação se estende até 10 de dezembro. A previsão para esta última etapa de 2012 é de vacinar todo o rebanho, distribuído em aproximadamente 108 mil propriedades. Na última campanha de vacinação, realizada em maio deste ano, 99,81% do rebanho de bovinos e bubalinos até 24 meses foram vacinados contra a enfermidade. Segundo o chefe da Coordenadoria de Controle de Doenças Animais (CCDA), Alison Seganfredo Cericatto, a vacinação tem ocorrido dentro da normalidade e não houve falta de vacinas. Agora é importante que o produtor que já realizou a vacinação faça a comunicação imediata ao Indea/MT, não deixando para a última semana, assim não terá que enfrentar filas, frisou. O produtor que deixar de realizar a vacinação e a comunicação ao Indea/MT dentro do prazo previsto é multado em 2,25 Unidade de Padrão Fiscal de Mato Grosso (UPF/MT), totalizando R$ 121,63 por cabeça não vacinada, nesse caso a vacinação é feita de forma assistida, por técnicos do órgão. O diretor de Relações Institucionais da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e presidente do Conselho Fiscal do Fundo Emergencial de Saúde Animal de Mato Grosso (Fesa/MT), Rogério Romanini, lembra que quem não respeitar o calendário de vacinação poderá ser penalizado com o pagamento de multas e ficar impedido de transitar animais pelo dobro do tempo que esteve sem comunicar. Tão importante quanto vacinar é comunicar ao Indea/MT. Caso contrário, o produtor é penalizado, comenta. Ainda de acordo com Romanini, o combate à doença é fundamental para o Estado manter seu status de área livre de febre aftosa, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Ele lembra que o último foco de febre aftosa em Mato Grosso foi registrado em 1996. "Todos os anos, os pecuaristas mato-grossenses têm dado um excelente exemplo quando o assunto é a sanidade animal. Já faz um bom tempo que nossos índices chegam a mais de 99% dos animais imunizados. Para continuar mostrando que Mato Grosso tem uma das carnes mais saudáveis do mundo, temos de manter esta vigilância, pois sabemos que países vizinhos como a Bolívia e o Paraguai são mais vulneráveis à doença. Não podemos correr esse risco", destaca Romanini.