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ECONOMIA
Quarta-feira, 04 de Março de 2009, 20h:15

COMBUSTÍVEIS

Postos ajustam preços

Depois de 30 dias de promoções nos revendedores de Cuiabá e VG, ‘guerra’ pelo mercado sinaliza trégua

MARIANNA PERES
Da Editoria
A temporada de promoções no segmento de revenda de combustíveis parece estar perdendo ritmo em Cuiabá e Várzea Grande. Depois de um mês com preços de bomba competitivos, os postos iniciaram o expediente de ontem exibindo novos preços que, em geral, foram ajustados em R$ 0,21 para a gasolina, R$ 0,11 para o álcool. Entre os revendedores que haviam reduzido o valor de bomba para o litro do óleo diesel houve recuperação do preço que voltou à casa dos R$ 2,35 até R$ 2,38, como vigorava até meados do mês passado. O valor elevou o litro do álcool para, em média, R$ 1,48/R$ 1,49, acréscimo de 8% sobre a tabela anterior (R$ 1,37). No caso da gasolina, o ajuste elevou o preço de R$ 2,47/R$ 2,48 para valores entre R$ 2,68/R$ 2,69, ou, majoração de 8,5%. Na prática, a correção de preços ainda oferta o litro da gasolina e do álcool hidratado abaixo do que estava sendo adotado na semana entre o final de janeiro e início de fevereiro, quando os preços eram de R$ 1,55 para o hidratado e de R$ 2,75% à gasolina. “Aproveitei bastante esses dias. Como meu carro é a gasolina, usei muito o ar-condicionado nas últimas semanas, pois o preço do litro estava acessível. Pena que aos poucos, os postos voltaram a aumentar ontem o valor do litro”, lamenta a dona-de-casa Ivana Ramos, proprietária de um Gol. Nos postos, a justificativa para as promoções são sempre as mesmas: “O patrão mandou abaixar”, ou, “é guerra de mercado. Um posto vizinho reduz o preço e a gente é obrigada a seguir o mesmo caminho para não perder vendas”. Um frentista, que não quis se identificar, disse que esta última temporada foi uma das mais longas, porém não soube explicar os motivos que levaram à manutenção dos preços por mais de quatro semanas. Um funcionário de uma distribuidora, que também pediu anonimato, disse que a redução foi motiva apenas pelos postos, pois não houve incentivos por parte – pelos da empresa que ele representa – da distribuidora. “Esse comportamento é por conta e risco dos postos”. ANP – Observando o comportamento do mercado mato-grossense de 1º a 28 de fevereiro no acompanhamento das quatro últimas semanas de monitoramente de preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), os preços médio, mínimo e máximo adotados pelas distribuidoras no Estado confirmam a afirmação do representante de uma das empresas que atuam no Estado. Os valores registrados nos últimos 30 dias permaneceram praticamente estáveis, pois as poucas oscilações para mais ou para menos foram de centavos. No monitoramento mais recente da ANP – de 22 a 28 do mês passado – o valor médio em vigor no Estado foi de R$ 2,62 para a gasolina, R$ 1,44 para o hidratado e R$ 2,35 ao óleo diesel. Com esta nova rodada da Agência, Mato Grosso apresenta o segundo melhor preço para o hidratado do País, perdendo apenas para São Paulo (R$ 1,33). O litro mais caro está no Acre (R$ 2,09 ao álcool). Com relação à gasolina, Mato Grosso que já teve em 2007 o maior preço do ranking nacional, ocupa atualmente o 16° lugar. O produto mais caro está também no Acre (R$ 2,93). Já a mais barata está em Minas Gerais (R$ 2,36). Já o óleo diesel em Mato Grosso é o terceiro mais caro do Brasil. O primeiro colocado é o combustível de Roraima (R$ 2,49) e mais barato é o goiano, com valor médio de R$ 2,04. IMPOSTOS - O representante da distribuidora, ao ser questionado sobre as posições que Mato Grosso ocupa no ranking nacional de preços, explica que além das margens de lucro do produto da refinaria até o revendedor incidem sobre a composição de preços impostos federais e estaduais e frete. “Outro fator de forte influência sobre o preço final dos combustíveis, são as alíquotas que os estados adotam para calcular o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, o ICMS”. A alíquota estadual é de 25% sobre o valor Preço Médio Ponderado Final (PMPF) – que é a média do valor em vigor no Estado para cada combustível – para o álcool hidratado e para a gasolina e de 17% para o óleo diesel. A Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz/MT) esclarece, no entanto, que na prática a carga tributária dobre o diesel é na verdade de 15%, dois pontos percentuais a menos do que está na legislação. Isso, segundo a Sefaz/MT, é o reflexo do congelamento da pauta do PMPF do produto que acontece há mais de um ano. BRASIL – Os preços em vigor no Estado para a gasolina e diesel estão, segundo a última pesquisa da ANP, 4,8% e 11,90%, respectivamente, acima da média nacional, que aponta valor médio de R$ 2,50 à gasolina e de R$ 2,10 ao diesel. Apenas o hidratado do Estado está com valor ao consumidor abaixo da média brasileira (-5,88). No País, a média em vigor é de R$ 1,53 e em Mato Grosso é de R$ 1,44.

Edição EDIÇÃO 16965




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