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Cuiabá MT, Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

ECONOMIA
Sábado, 02 de Outubro de 2010, 18h:27

Política tributária tem de ser revista em MT

O comércio mato-grossense, de modo geral, aposta na continuidade do crescimento econômico do Estado, independente de quem for eleito no pleito de hoje ou no segundo turno das eleições. Porém, o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL), José Alberto Vieira de Aguiar, reforça que isso só será possível por meio de justiça fiscal. “O futuro governador deve ter um amplo conhecimento sobre a conjuntura socioeconômica, cultural e política do Estado e do mundo. “O governador deve ser antes de tudo um administrador, trabalhando para o bem de toda a coletividade e não visando apoiar este ou aquele segmento”. A CDL defende uma política fiscal “mais justa e equilibrada, pois hoje Mato Grosso está na contramão da história neste contexto”. Vieira lembra que, “diante de estudos que mostram que reduzir a carga tributária incentiva o crescimento, o governo deveria adotar medidas visando a esta redução ou, no mínimo, planejando o desenvolvimento sem o aumento dos impostos”. O superintendente da Federação do Comércio, Bens e Serviços de Mato Grosso (Fecomércio), Hermes Martins, aponta que a expectativa é positiva e “quem assumir, vai manter o Estado no caminho do desenvolvimento”. E completa: “Esperamos que o futuro governador dê continuidade ao que já vinha sendo feito e mantenha o diálogo com o setor empresarial”, afirma. Martins disse que os empresários estão confiantes na continuidade do crescimento da economia. “Esperamos que o próximo governo dê atenção especial ao segmento produtivo, promovendo ações como a redução da carga tributária e uma menor alíquota de ICMS sobre a energia elétrica”. A Fecomércio defende também a criação de novas linhas de crédito, com taxas compatíveis para as empresas, a aprovação da reforma tributária e a simplificação de impostos. Roberto Peron, presidente do Sindicato do Comércio de Tecidos, Confecções e Armarinhos de Mato Grosso e vice da Fecomércio, defende uma “política voltada para a produção industrial, comercial, desoneração da carga tributária e continuidade ao que já vinha sendo feito pelos governos anteriores”. Ele quer também que o governo estadual mantenha o pagamento dos servidores em dia, “cumprindo as obrigações de gestor e trabalhando de forma harmônica, buscando uma aproximação cada vez maior com todas as classes. Esperamos que o novo governo seja um parceiro da iniciativa privada”. Peron defende a continuidade dos investimentos nos setores industrial e comercial, visando à geração de novos empregos, bem como a qualificação de mão-de-obra, manutenção dos incentivos fiscais para atração de novas indústrias, organização do comércio informal, combate ao crime organizado e apoio aos projetos de infraestrutura e logística. (Veja quadro com as demandas dos segmentos) “Precisamos continuar nos caminhos do crescimento e implementar algumas ações para melhorar ainda mais o ambiente para investimentos. Acho que o novo governador deve ser sério, honesto e transparente e procurar fazer a aplicação correta dos recursos. Já o novo presidente deve trabalhar para a aprovação urgente da reforma tributária”. (MM)

Edição EDIÇÃO 16961




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