ECONOMIA
Sábado, 02 de Outubro de 2010, 18h:27
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Política tributária tem de ser revista em MT
O comércio mato-grossense, de modo geral, aposta na continuidade do crescimento econômico do Estado, independente de quem for eleito no pleito de hoje ou no segundo turno das eleições. Porém, o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL), José Alberto Vieira de Aguiar, reforça que isso só será possível por meio de justiça fiscal. O futuro governador deve ter um amplo conhecimento sobre a conjuntura socioeconômica, cultural e política do Estado e do mundo. O governador deve ser antes de tudo um administrador, trabalhando para o bem de toda a coletividade e não visando apoiar este ou aquele segmento. A CDL defende uma política fiscal mais justa e equilibrada, pois hoje Mato Grosso está na contramão da história neste contexto. Vieira lembra que, diante de estudos que mostram que reduzir a carga tributária incentiva o crescimento, o governo deveria adotar medidas visando a esta redução ou, no mínimo, planejando o desenvolvimento sem o aumento dos impostos. O superintendente da Federação do Comércio, Bens e Serviços de Mato Grosso (Fecomércio), Hermes Martins, aponta que a expectativa é positiva e quem assumir, vai manter o Estado no caminho do desenvolvimento. E completa: Esperamos que o futuro governador dê continuidade ao que já vinha sendo feito e mantenha o diálogo com o setor empresarial, afirma. Martins disse que os empresários estão confiantes na continuidade do crescimento da economia. Esperamos que o próximo governo dê atenção especial ao segmento produtivo, promovendo ações como a redução da carga tributária e uma menor alíquota de ICMS sobre a energia elétrica. A Fecomércio defende também a criação de novas linhas de crédito, com taxas compatíveis para as empresas, a aprovação da reforma tributária e a simplificação de impostos. Roberto Peron, presidente do Sindicato do Comércio de Tecidos, Confecções e Armarinhos de Mato Grosso e vice da Fecomércio, defende uma política voltada para a produção industrial, comercial, desoneração da carga tributária e continuidade ao que já vinha sendo feito pelos governos anteriores. Ele quer também que o governo estadual mantenha o pagamento dos servidores em dia, cumprindo as obrigações de gestor e trabalhando de forma harmônica, buscando uma aproximação cada vez maior com todas as classes. Esperamos que o novo governo seja um parceiro da iniciativa privada. Peron defende a continuidade dos investimentos nos setores industrial e comercial, visando à geração de novos empregos, bem como a qualificação de mão-de-obra, manutenção dos incentivos fiscais para atração de novas indústrias, organização do comércio informal, combate ao crime organizado e apoio aos projetos de infraestrutura e logística. (Veja quadro com as demandas dos segmentos) Precisamos continuar nos caminhos do crescimento e implementar algumas ações para melhorar ainda mais o ambiente para investimentos. Acho que o novo governador deve ser sério, honesto e transparente e procurar fazer a aplicação correta dos recursos. Já o novo presidente deve trabalhar para a aprovação urgente da reforma tributária. (MM)