Os efeitos da Xeque-Mate reduziram o roubo e furto de motos e automóveis em Cuiabá e Várzea Grande. A frase é do delegado Christian Cabral citando números da estatística da Polícia Civil, que aponta redução de 57,47% desses crimes na área metropolitana após a operação. Christian é lotado na Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DERRFVA) e revela que na semana anterior à Operação Xeque-Mate, de 1º a sete de março, 47 veículos foram roubados e furtados em Cuiabá e Várzea Grande. De 8 a 14 deste mês acrescenta -, quando fiscais e policiais estavam em campo desarticulando a rede que vendia autopeças de desmanches, esse número despencou para 27 veículos, com queda percentual de 57,47% no comparativo com a semana anterior. No domingo, dia 15, nenhuma ocorrência de roubo e furto de veículos foi registrada na área metropolitana. Isso é inédito. É reflexo positivo da Xeque-Mate, porque quando você fecha a torneira na ponta não há como desovar o desmanche, observa Christian. Nos dois primeiros dias dessa semana, apenas duas ocorrências de roubo e furto de veículos foram registradas em Cuiabá. Sem receptador não há como desovar motos e carros em quantidade, explica o delegado. A logística da Sefaz foi fundamental ao desencadeamento da Operação Xeque-Mate. O secretário Eder Moraes colocou à nossa disposição um caminhão para o transporte de peças apreendidas, e também chapas para o carregamento do veículo. Além disso, a Sefaz disponibilizou seu depósito para que o material apreendido fosse recolhido, revela Christian. A ação conjunta da Sefaz com a Polícia Civil foi decisiva para que se alcançasse o objetivo de conter a série de crimes que tinha por base o comércio ilegal de peças automotivas. Fiscais e policiais em suas áreas específicas se completaram na Operação Xeque-Mate. É assim que o estado teme que agir, sempre, com eficiência, transparência, sem abuso de autoridade, mas com o rigor que a situação requer, arremata Eder Moraes.