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Cuiabá MT, Terça-feira, 23 de Junho de 2026

ECONOMIA
Sábado, 18 de Dezembro de 2010, 12h:48

GOVERNO DILMA

Nomes anunciados têm a confiança das lideranças

Os setores produtivo e empresarial de Mato Grosso vêm recebendo com “otimismo e confiança” as indicações dos nomes para compor os Ministérios da presidente eleita Dilma Roussef, que toma posse no dia 1° de janeiro. Os nomes indicados para a área econômica do governo – Guido Mantega (Fazenda), Miriam Belchior (Planejamento), Alexandre Tombini (Banco Central) e Wagner Rossi (Agricultura) – foram elogiados pelos mato-grossenses, que depositam esperança no novo quadro ministerial. “A maioria já é conhecida dos mato-grossenses, por isso a nossa expectativa é positiva”, afirmam. O presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Jandir Milan, é um dos que está otimista com os novos ministros que tomarão posse em janeiro. “São nomes que inspiram confiança e acreditamos na manutenção do crescimento e na estabilidade econômica”, afirma Milan. Lembra que alguns ministros, como o da Agricultura e o dos Transportes, “têm ligação com Mato Grosso” e conhecem os problemas do Estado. “A expectativa da indústria é positiva”. Para o superintendente da Federação do Comércio, Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio), Hermes Martins, os nomes anunciados despertam “confiança” na classe empresarial. “Esperamos que sejam os melhores e os mais bem preparados para assumir os cargos para os quais foram nomeados”. Por terem perfil mais técnico do que político, os novos indicados ganham a confiança do empresariado. “Acredito que a economia continuará no rumo certo e tudo vai correr da melhor forma para que tenhamos um país que desperte credibilidade dos investidores dentro de um cenário de prosperidade e crescimento”. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famato), Rui Prado, diz que os novos ministros ganharam a confiança do setor agrícola. “Alguns nomes já são conhecidos, como os dos ministros Mantega, Rossi e Nascimento, e esperamos que façam um bom trabalho”. Prado diz que o ministro da Agricultura “tem se mostrado solidário” com a classe e precisa trabalhar na modernização do ministério. Ele defende a implantação de uma política agrícola definida de curto, médio e longo prazo, com foco no aumento da renda do produtor. “A nossa expectativa é positiva. Temos algumas preocupações, mas acreditamos na manutenção da estabilidade econômica, com alguns avanços para o setor agrícola”. O diretor executivo da Associação dos Proprietários Rurais do Estado (APR/MT), Paulo Resende, diz que a lista de ministros não tem muitas surpresas. “Muitos já são conhecidos e fizeram um bom trabalho no governo Lula”. Resende diz que a expectativa é positiva e a esperança é de que o novo governo mantenha a estabilidade econômica. Segundo nota oficial, a presidente eleita Dilma Roussef determinou a seus novos auxiliares que trabalhem “de forma integrada com os demais setores do governo para dar cumprimento a seu programa de desenvolvimento com distribuição de renda e estabilidade econômica, assegurando a melhoria de vida de todos os brasileiros". OS NOMEADOS – Até agora já são 23 nomes confirmados para compor os ministérios no futuro governo. Entre os escolhidos estão o atual ministro da Agricultura, Wagner Rossi, que permanece no cargo, e o senador Alfredo Nascimento, que retorna ao Ministério dos Transportes. Guido Mantega fica na Fazenda e o atual ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, passa para a pasta de Comunicações. (Veja quadro) O ex-governador do Rio, Moreira Franco, assumirá a Secretaria de Assuntos Estratégicos, a deputada federal Maria do Rosário assume os Direitos Humanos e a senadora Ideli Salvati será ministra da Pesca e Aqüicultura. O senador Garibaldi Alves Filho vai para o Ministério da Previdência Social. (Veja quadro) Outros futuros ministros são o senador Edison Lobão (Minas e Energia), o deputado federal Pedro Novais, que chefiará a pasta de Turismo, e ainda: Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Nelson Jobim (Defesa), Antônio Patriota (Relações Exteriores), Aloízio Mercadante (Ciência e Tecnologia), Fernando Haddad (Educação), Izabela Teixeira (Meio Ambiente), Carlos Lupi (Trabalho e Emprego), Helena Chagas (Secretaria de Comunicação Social), Antonio Palocci (Casa Civil), Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência), José Eduardo Cardozo (Justiça), Miriam Belchior (Planejamento) e Alexandre Tombini (Banco Central) também foram anunciados para o próximo governo. (MM)

Edição EDIÇÃO 16968




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