O coordenador de Integração Internacional da Federação das Indústrias do Estado (Fiemt), Serafim Carvalho de Mello, informou ainda que o processo de integração sul-americana poderá ser acelerado a partir da pavimentação de um trecho de 450 quilômetros entre San Mathias e Concepción, na Bolívia, e daí a Santa Cruz de la Sierra, com opções de saída para o Norte do Chile (Atica e Iquique) ou Sul do Peru (Ilo ou Matarani). Outro projeto que poderá fomentar o intercâmbio na região é a construção de uma aduana comum entre Brasil e Bolívia, na fronteira entre os dois países. Com a construção da aduana, as operações seriam seqüenciais e simultâneas, facilitando as relações comerciais de Mato Grosso com o país vizinho. Na opinião de Serafim Mello, a consolidação do processo de integração sul-americana passa pela aproximação dos países. Isso tem se constatado em todas as viagens que realizamos até agora pela América do Sul. Não há como fazermos a integração sem a interligação e a consolidação das trocas comerciais de produtos regionais, lembra Serafim Carvalho Mello. Ele vê a necessidade de maior aproximação entre o Brasil e os governos regionais dos Departamentos de Santa Cruz de la Sierra, Cochabamba, La Paz e Oruro, na Bolívia, os governos de Puno, Arequipa, Moquegua e Táca (sul do Peru) e Arica e Iquique, no norte do Chile. Precisamos promover o comércio intrarregional. A saída para o Pacífico é uma conseqüência natural da consolidação deste intercâmbio, lembra Serafim, autor de vários trabalhos sobre a integração sul-americana, entre eles o livro Mato Grosso no Centro-Oeste sul-americano.(MM)