Uma fonte do segmento afirmou ontem ao Diário que houve um contato telefônico com o presidente do Marfrig, Marcos Molina, que acabou de chegar dos Estados Unidos. A conversa ficou centrada na possível aquisição do Frialto pelo Marfrig. Segundo a fonte, Molina admitiu interesse, porém disse que não foi atrás do Frialto e que se a oferta fosse feita seria analisada. Na avaliação da fonte, a decisão de entrar com o pedido de recuperação judicial teria deixado a negociação ainda mais distante. Desde a semana passada tiveram inícios os boatos de que o Marfrig estaria se preparando para adquirir os ativos do Frialto, porém a assessoria do grupo nega que haja qualquer tratativa no sentido de comprar o grupo mato-grossense. Nos bastidores, foi justamente a negociação fracassada que teria levado o Frialto a suspender os abates na última sexta-feira e a devolver animais que já estariam no matadouro. A empresa enfrenta problemas de liquidez pela falta de capital de giro. O Marfrig possui duas unidades de abate no Estado, Tangará da Serra (242 quilômetros ao norte de Cuiabá) e Paranatinga (373 quilômetros ao sul de Cuiabá), com capacidade de abate para 3,8 mil bovinos diariamente. (MP)