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ECONOMIA
Quarta-feira, 30 de Outubro de 2013, 20h:11

AUMENTO DA GASOLINA

Metodologia de cálculo para o reajuste ainda não está pronta

Como frisa Mantega política não pode ser feita de "afogadilho"

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reforçou ontem que a nova metodologia para o cálculo do reajuste do preço dos combustíveis não está pronta, nem tem data para sair. O ministro ressaltou que a política não pode ser feita “no afogadilho”. Atendendo a um pedido da Comissão de Valores Mobiliários, a Petrobras divulgou um comunicado para o mercado informando que a política de reajuste automático periódico dos preços do diesel e da gasolina levará em consideração fatores como o preço dos derivados no mercado internacional, taxa de câmbio e origem do derivado (ou seja, se o petróleo é refinado no Brasil ou no exterior). “A Petrobras soltou fato relevante [comunicado], porque houve conhecimento de que se estava trabalhando em uma metodologia, aliás, já faz alguns meses. Ela soltou o fato relevante porque mexe com mercado”, disse Mantega, após participar da cerimônia que marcou os dez anos do Programa Bolsa Família. “Estamos desenvolvendo esta metodologia, que é uma coisa séria e importante, que não pode ser feita rapidamente, de afogadilho”, acrescentou o ministro. Segundo nota da Petrobras, o cálculo também terá um mecanismo para impedir o repasse de volatilidade dos preços internacionais ao consumidor doméstico. Isto porque questões como demanda internacional, crises entre países e guerras podem elevar ou derrubar preços do petróleo por um curto período de tempo. De acordo com a estatal, a metodologia foi aprovada pela diretoria da empresa e apresentada ao Conselho de Administração, que, por sua vez, solicitou estudos adicionais, que já estão sendo elaborados. Reajuste de combustíveis levará em consideração preço internacional, REAJUSTE - A política de reajuste automático periódico dos preços do diesel e da gasolina foi definida no dia 25 pela Petrobras, confirmou ontem. Na segunda-feira (28), o diretor financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Almir Barbassa, confirmou que a empresa pretende fazer mudanças na metodologia de reajustes de preços de combustíveis. A presidenta da Petrobras, Graça Foster pediu, no dia 23, ao Conselho de Administração da companhia, presidido pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, para adequar os preços ao mercado. De acordo com Barbassa, a nova metodologia de reajuste, caso aprovada, focada na "previsibilidade", foi elaborada para não prejudicar as metas previstas no plano de negócios da Petrobras.

Edição EDIÇÃO 16968




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