ECONOMIA
Sábado, 25 de Julho de 2015, 12h:37
A
A
DÓLAR SOBE
Maior nível em 12 anos
Moeda norte-americana chegou a ser vendida a R$ 3,354 na sexta-feira acumulando alta de 25,89% no ano afetando o mercado brasileiro
Em mais um dia de instabilidade no mercado financeiro, a moeda norte-americana voltou a subir e fechou no maior nível em 12 anos. O dólar comercial encerrou a sexta-feira (24) vendido a R$ 3,347, com alta de R$ 0,051 (1,65%). A cotação está no maior nível desde 31 de março de 2003, quando o dólar fechou em R$ 3,355. No meio da manhã, o dólar chegou a operar em leve queda, mas reverteu a trajetória e passou a subir fortemente nas horas seguintes. Na máxima do dia, por volta das 15h40, chegou a ser vendido a R$ 3,354. A moeda acumula alta de 7,66% em julho e de 25,89% em 2015. Desde que a equipe econômica anunciou a redução para 0,15% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) da meta de superávit primário (economia para pagar os juros da dívida pública), o dólar passou a subir. Segundo economistas ouvidos pela Agência Brasil, a possibilidade de o país perder o grau de investimento das agências de classificação de risco tem pressionado o câmbio. Fatores internacionais também têm feito o dólar subir em todo o mundo. Nesta semana, os Estados Unidos informaram que o volume de pedidos semanais de auxílio-desemprego atingiu o nível mais baixo desde 1973. A recuperação da economia norte-americana abre espaço para que o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) aumente, ainda este ano, os juros da maior economia do planeta. Juros mais altos nos Estados Unidos atraem capitais para países desenvolvidos, afetando economias emergentes, como a do Brasil. TÍTULOS PÚBLICOS As vendas de títulos públicos a pessoas físicas pela internet registraram, em junho, o segundo melhor resultado da história para todos os meses. Por meio do Programa Tesouro Direto, elas somaram R$ 1,156 bilhão no mês passado. O valor só é inferior ao de maio, quando o montante havia atingido R$ 2,411 bilhões, impulsionado por uma troca de títulos vencidos naquele mês. Os títulos mais vendidos foram os corrigidos pela inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que concentraram 55,6% das operações. Em seguida, vieram os papéis vinculados à Selic (taxa básica de juros), que somaram 30,5%. Os títulos prefixados com juros definidos com antecedência representaram 12,9% das vendas. Em junho, 13.426 novos investidores cadastraram-se no Tesouro Direto, elevando para 521.884 o total de pessoas físicas que fazem parte do programa. Nos últimos 12 meses, o número de investidores acumula aumento de 28,4%. Em relação ao prazo, 47,6% dos investidores compraram títulos de um a cinco anos. Os papéis de cinco a dez anos representaram 45,5% das vendas e os de mais de dez anos, 6,8%. A maior parte das aplicações, 62%, concentrou-se em títulos de até cinco anos. Por meio dos títulos públicos, o governo pega dinheiro emprestado de investidores para honrar compromissos financeiros. (Com Agência Brasil)