ECONOMIA
Sexta-feira, 07 de Janeiro de 2011, 20h:50
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CONSTRUÇÃO CIVIL
Maior inflação da região
Conforme estudo divulgado pelo IBGE, Mato Grosso fechou 2010 com índice de 9,72%, percentual que supera também a média Brasil
MARIANNA PERES
Da Editoria
O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo IBGE, apresentou variação de 9,72%, em Mato Grosso, o maior percentual registrado na região Centro-Oeste. O acumulado do ano passado supera o observado na média nacional, que foi de 7,36%, como também a inflação medida nos doze meses de 2009, que no Estado atingiu 6,48%, incremento de 3,24 pontos percentuais (p.p.). Com a inflação acumulada o valor médio do metro quadrado (m²) da construção civil no Estado rompeu a casa dos R$ 600 para atingir em dezembro de 2010 a cifra de R$ 758,92. Em dezembro de 2009 o m² estava cotado a R$ 691,70. Com o resultado do Sinapi, Mato Grosso fechou 2010 com o segundo maior valor do Centro-Oeste, ficando atrás apenas do Distrito Federal, cuja média foi de R$ 794,72. Mesmo com a majoração mato-grossense o metro quadrado local está 3,25% abaixo da média nacional que encerrou o ano em R$ 769,06. Em dezembro de 2010, Mato Grosso registrou o menor índice inflacionário no segmento, 0,09%. No decorrer ao ano o pico de alta ocorreu no mês de julho com 6,65%. O comportamento do Sinapi foi o seguinte no Estado: janeiro (0,14%), fevereiro (0,11%), março (0,20%), abril (0,15%), maio (0,32%), junho (0,81%), julho (6,65%), agosto (0,43%), setembro (0,10%), outubro (0,25%), novembro (0,25%) e dezembro (0,09%). Conforme o IBGE, os índices acumulados em 2010 por região são: 9,08% (Centro-Oeste), 8,84% (Norte), 7,50% (Nordeste), 6,93% (Sudeste) e 6,46% (Sul). Quanto aos custos da construção, as regiões apresentaram os seguintes valores por metro quadrado: R$ 811,46 (Sudeste), R$ 778,78 (Norte), R$ 747,92 (Sul), R$ 746,83 (Centro Oeste) e R$ 721,57 (Nordeste). No acumulado de 2010, o destaque entre os estados foi Rondônia cuja variação foi de 18,29%. Este resultado é explicado pelos reajustes salariais ocorridos no mês de fevereiro, acima dos 30% para as diversas categorias profissionais, segundo acordo coletivo de trabalho. Roraima ficou com a menor variação no período de janeiro a dezembro (3,84%). De forma geral, considerando-se as 27 Unidades da Federação, em quatorze delas o custo da construção acumulou aumento superior à alta do custo nacional (7,36%), no final de 2010. As variações dos custos da construção no Brasil, ao longo do ano, são explicadas pelo comportamento dos preços dos materiais e pelos reajustes dos salários. Neste sentido, há que se destacar a forte elevação observada no mês de maio, proveniente das convenções coletivas celebradas em vários estados, dentre eles São Paulo, estado que exerce forte influência na composição do custo nacional. DADOS - O custo nacional da construção por metro quadrado passou de R$ 767,03 (novembro) para R$ 769,06 (dezembro), sendo R$ 434,25 relativos às despesas com materiais e R$ 334,81 com a mão-de-obra. Conforme o IBGE, os resultados de 2010 apresentam uma variação acumulada de 5,24% para os materiais, com avanço de 0,95 ponto percentual em relação ao acumulado de 2009 (4,29%). A parcela do custo referente à mão-de-obra aumentou 10,24%, praticamente o dobro dos materiais, sendo esta a maior taxa desde 2003, ano em que a variação foi 16,21%. Comparado com 2009 (8,03%), o resultado de 2010 foi superior em 2,21 pontos percentuais.