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ECONOMIA
Sexta-feira, 09 de Maio de 2008, 21h:11

Lojas confirmam falta do insumo

Ontem pela manhã, as casas que comercializam materiais de construção procuravam justificar aos clientes os motivos da falta de cimento no mercado. Na Bigolin, a explicação era de que os fornecedores não estavam conseguindo atender a demanda do mercado. “O mercado da construção está aquecido e a produção está sendo insuficiente”, disse um funcionário. Na loja da Carmindo de Campos, o estoque de cimento acabou pela manhã, segundo informação de um vendedor. A Bigolin chegou a vender cimento por até R$ 23, alta de 36,09% em relação aos preços adotados há duas semanas, de R$ 16,90. Na Beira Rio Materiais para Construção também não há estoque para atender aos clientes. “O restinho que tínhamos acabou ontem (quinta-feira)”, disse um vendedor. Na loja, o cimento estava sendo comercializado esta semana por R$ 21,50. Este preço representa uma alta de 38,70% sobre o valor da última quinzena de abril, quando o cimento chegou a ser comprado por até R$ 15,50. A Correia Materiais para Construção ainda conta com um pequeno estoque de cimento, mas está racionando a venda do produto aos consumidores. “Estamos vendendo no máximo duas bolsas de cimento por cliente, pois queremos atender um maior número de pessoas já que o produto está em falta no mercado há mais de uma semana”, disse um vendedor. Por conta da falta de cimento, a loja reajustou os preços duas vezes em menos de uma semana. Na Correia a bolsa de cimento estava sendo vendida ontem por R$ 24, aumento de 38,72% em relação aos preços da última semana (R$ 17,30). A Todimo, outra grande loja do segmento da construção, está buscando solução em outras praças para atender os clientes. “Estamos comprando [cimento] do Paraná”, informou um funcionário da área administrativa da empresa. Ele explicou que as marcas mais conhecidas dos mato-grossenses foram esgotadas há cerca de duas semanas e a loja passou a comprar cimento da marca Votoram, também do Grupo Votorantim. “A nossa empresa está buscando alternativas em outros estados, pois não quer deixar o cliente na mão neste momento de crise”, afirmou o funcionário. (MM)

Edição EDIÇÃO 16959




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