Se a situação não está melhor para a indústria moveleira não é por falta de linhas de crédito para capital de giro e investimentos. O setor conta com várias opções de financiamento, por meio de parcerias com três instituições financeiras Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco do Amazônia (Basa) além de linhas do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) e do Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger). De acordo com o empresário Ayres dos Santos, cerca de 50% das empresas têm recorrido ao crédito para capital de giro, utilizando recursos do Proger e FCO. As empresas que fazem parte dos Arranjos Produtivos Locais (APLs) no segmento de móveis de Cuiabá e Várzea Grande têm dado preferência para as linhas de crédito do Banco do Brasil, Caixa Econômica e Basa. Cerca de 25 empresas do setor fazem parte dos APLs em Mato Grosso e contam também com apoio do Serviço Brasileiro de Apoio à Pequena e Média Empresas, o Sebrae. A linha mais utilizada através do Banco do Brasil é o FCO, que disponibiliza crédito a juros de 16% ao ano, com carência de até cinco anos para a amortização da primeira parcela. Segundo Ayres dos Santos, os financiamentos estão sendo utilizados para a aquisição de máquinas, equipamentos e para a ampliação das fábricas.(MM)