ECONOMIA
Sexta-feira, 01 de Novembro de 2013, 19h:49
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SOJA
Lavoura já floresce em MT
Áreas semeadas de forma mais precoce estão em estádio R1, fase que requer ainda mais atenções no campo contra ferrugem asiática
MARIANNA PERES
Da Reportagem
A sojicultura 2013/14 começa a tomar forma em Mato Grosso. O Estado que lidera a produção nacional da oleaginosa está com lavouras em fase de floração, no primeiro estádio da reprodução das plantas, o chamado R1. Os cultivos feitos no início da segunda quinzena de setembro, especialmente em Sapezal (470 quilômetros ao noroeste de Cuiabá) - aonde se registraram as primeiras semeaduras da nova safra exibem plantas vistosas e que já na virada do ano começarão a ser colhidas. O coordenador da Comissão de Defesa Sanitária Vegetal do Ministério da Agricultura no Estado (CDSV/Mapa), Wanderlei Dias Guerra, que retornou a Sapezal nesta semana, destaca o estádio R1 das lavouras e frisa que neste momento se deve redobrar à atenção e o monitoramento que está ou deveria estar sendo realizado pelo produtor em razão dos inúmeros registros de presença da Helicoverpa, inclusive a armigera, a mais severa desta espécie de lagartas junto às plantas, porque nesta fase de reprodução a planta se torna mais suscetível e qualquer adversidade pode impactar na formação das vagens e dos grãos, ou seja, sobre a produtividade. Além disso, com a regularização das chuvas e as altas temperaturas, temos um ambiente ideal à proliferação da ferrugem asiática. Mato Grosso ainda não teve registro da doença fúngica nesta temporada. O produtor que visitamos em Sapezal havia feito a primeira aplicação de fungicida. A pulverização com as linhas fechadas, ou seja, com a planta maior, torna o controle da doença mais complexo. APRENDIZAGEM Para Dias Guerra a safra 2013/14 está sendo um aprendizado diário. É um ciclo de desafios que precisamos superar, neste caso aprender com a Helicoverpa. Mesmo tendo sempre alguma hipótese sobre determinada situação que encontramos no campo, há ocorrências que me deixam sem respostas, neste acaso, para explicar a presença da lagarta em algumas fazendas. Em Diamantino, por exemplo, ele se deparou com uma área que foi arada 30 centímetros e também gradeada duas vezes para correção de perfil do solo e mesmo assim, com a pressão mecânica pesada no solo, o talhão em questão teve os maiores índices de Helivoverpa. Para piorar a análise deste caso, essa extensa área não tem nenhuma planta guaxa por perto, aquela que nasce de forma voluntária e que poderia ter servido de abrigo e alimento às lagartas de uma safra para outra. Ainda sobre a Helicoverpa, depois de coletar amostras de lagartas no início de outubro e confirmar a existência do gênero armigera, Dias Guerra disse que a situação está mais tranquila nesta lavoura de Sapezal. Isso graças aos técnicos e produtores do Grupo Papagaio de Monitoramento e Controle Integrado que receberam o treinamento para monitorar essa e outras pragas. Esse grupo foi formado na região que tem o rio com o mesmo nome e está sendo um exemplo de esforço conjunto para disseminar conhecimentos e ações, especialmente contra a Helicoverpa. O Grupo cobre uma extensão de cerca de 100 mil hectares na região.