NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Terça-feira, 23 de Junho de 2026

ECONOMIA
Sábado, 03 de Junho de 2006, 12h:54

Itamaraty vai defender, se preciso

A vice-cônsul do Brasil em Santa Cruz de la Sierra, Patrícia Ribeiro, vê exagero nos boatos sobre o teor da reforma agrária proposta pelo presidente boliviano Evo Morales. Segundo ela, é pouco provável que terras produtivas sejam incluídas em listas de desapropriação. “É natural que exista um temor, até porque as medidas ainda não foram anunciadas. O que se espera, porém, é que o presidente não mexa com as terras produtivas. Até mesmo porque são muito importantes para a economia boliviana”, argumenta. De acordo com a vice-cônsul, o Itamaraty acompanha o processo de perto e, se for necessário, irá defender o interesse dos brasileiros. “É claro que, se houver alguma ação mais agressiva, haverá reação do governo federal brasileiro. O mais certo, contudo, e considerando os discursos oficiais, é que nenhum destes boatos catastróficos se concretize”. No caso dos grandes e pequenos agricultores que ocupam a chamada faixa de fronteira, a situação é bem distinta. Se houver medidas de desocupação, afirma ela, o governo brasileiro pouco poderá fazer. “A constituição boliviana nega a ocupação daquela faixa por estrangeiros”, justifica. Patrícia lembra, no entanto, que a Bolívia terá muito mais a perder caso o Brasil faça valer o princípio da reciprocidade. “O número de trabalhadores ilegais bolivianos no Brasil é muito maior do que o de brasileiros, legais e ilegais, vivendo na Bolívia”. Sobre as críticas de produtores rurais à inoperância do Consulado, ela diz haver incompreensão do papel institucional do órgão. “De qualquer forma, até o momento não fomos procurados por nenhum grupo relatando temor em perder terras”. (RV)

Edição EDIÇÃO 16968




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL