A Usina Termelétrica de Cuiabá Governador Mário Covas completa a sua segunda semana de geração ininterrupta. Desde o dia 24 de agosto a planta está operando em capacidade plena, 480 megaWatts (mW), atendendo ao pedido de despachos elétricos emitidos pelo Operador Nacional do Sistema (ONS). Neste sábado o órgão, que é responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN), lança mais um boletim de controle que servirá para a próxima semana. Ainda não se sabe que a térmica seguirá em atividade. Desde abril, a planta vem operando pelo menos uma semana a cada mês. Esses pedidos sucessivos de despacho, feito pelo Operador, marcam mais uma etapa na história da térmica. Estamos gerando para atender uma necessidade local de segurança energética e ao mesmo tempo atendendo prontamente a um chamado nacional para que os estoques hídricos sejam preservados durante o período de seca, explica o diretor-presidente da Pantanal Energia controladora da usina Fábio Garcia. Desde o mês passado, com a forte estiagem sobre o Estado, o consumo de energia elétrica aumentou e por isso a carga adicionada pela térmica se torna tão importante para o suprimento do momento. Conforme a Centrais Elétricas Mato-grossenses (Cemat), concessionária local de energia, o consumo neste período está pelo menos 15% superior ao registrado em igual momento do ano passado. Com a energia sendo levada da térmica diretamente às três subestações que atendem à Baixada Cuiabana garantimos a confiabilidade do suprimento mesmo em um momento de grande demanda. A confiabilidade implica na redução das interrupções e até mesmo nas oscilações de carga, interferências comuns em período de demanda crescente e contínua como o atual. Como frisa Garcia, mesmo sem funcionar de forma contínua e após tantos problemas, a térmica se mostra versátil e altamente eficaz. Atendemos prontamente ao ONS, ao SIN e a cada despacho provamos a importância da usina para segurança energética local e nacional, avalia. Em abril, a térmica voltou a funcionar. Estava inativa por uma série de problemas deflagrados a partir de maio de 2006 após a nacionalização dos hidrocarbonetos na Bolívia único fornecedor de gás natural ao Estado e o gás é o principal insumo da usina - e há mais de quatro anos não gerava energia por meio do gás natural. Como explica, o clima seco do período aumenta a demanda por energia, e sem a térmica é preciso importar o produto que chega por linhas de transmissão e pode sofrer perdas no caminho que levam às oscilações e às suspensões de energia.